segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Achei o máximo....
A gente se vê... uma ova!
Xico Sá
Em uma megalópole como São Paulo e outras tantas grandes cidades brasileiras, haja encontros e desencontros, alguns não tão graves, acontece, outros infinitamente dolorosos, que nos perturbam os sentidos, que fazem a gente maldizer os céus, os astros, o destino.
Fica tudo na base do “a gente se vê”... E adeus!
Não que fosse acontecer um casamento ou algo do gênero a partir daquele encontro, nada disso, mas foram encontros bonitos, fortes, que se acabam ali mesmo, na poeira da estrada, numa tarde fria, em um café da manhã, numa simples despedida.
“A gente se vê.” Pronto, eis a senha para o terror, o “never more”, o nunca mais do corvo do escritor Edgar Allan Poe.
A gente se vê. Corta para uma multidão no Viaduto do Chá. A gente se vê. Corta para uma saída de estádio lotado em dia de decisão de campeonato.
A gente se vê. Corta para “onde está Wally”.
Nada mais detestável de ouvir do que essa maldita frase. Logo depois a porta bate e nem por milagre.
Jovens mancebos, evitem essa sentença mais sem graça. Raparigas em flor, esqueçam, esqueçam.
Melhor dizer logo que vai comprar cigarro, o velho king size filtro do abandono. Melhor dizer que vai pra nunca mais. Melhor o silêncio, o telefone na caixa postal, o telefone desligado, o desprezo propriamente dito, o desprezo on the rock’s.
A gente se vê uma ova. Seja homem, troque de palavras, use o código do bom-tom e da decência. A gente se vê é a mãe, ora, ora. Como canta o Rei, use a inteligência uma vez só, quantos idiotas vivem só...
Esse “a gente se vê” deveria ser proibido por lei. Constar nos artigos constitucionais, ser crime inafiançável no Código Penal.
A gente se vê é pior do que a gente se esbarra por aí. Pior do que deixar ao acaso, que jamais abolirá a saudade, que vira uma questão de azar e sorte.
Melhor dizer logo “foi bom, meu bem, mas não te quero mais”. YO NO TE QUIERO MAS, como na camiseta mexicana que ganhei de una hermosa chica. Dizer foi bom meu bem e pronto, ficamos por aqui, assim é a vida, sempre mais para curta do que longa-metragem.
A gente se vê é a bobeira-mor dos tempos do amor líquido e do sexo sem compromisso.
A gente se vê é a vovozinha, ora!
Seja homem, seja mulher, diga na lata.
Não engane a moça, que a moça é fino trato, que não merece desdém. A fila anda, jogue limpo.
A gente se vê. Corta para uma multidão no show do Morumbi. A gente se vê. Corta para a multidão no Campo de Marte. A gente se vê. Corta para o formigueiro do Maracanã. A gente se vê. Corta para a São João com a Ipiranga. A gente se vê. Corta para um engarrafamento gigante na Marginal do Tietê...
A gente se vê. Então aproveita e vai olhar se eu estou lá na esquina!
domingo, 30 de setembro de 2007
Tempo
Ando meio sumida do meu próprio blog... Pois é, a causa disso é o trabalho novo... pois é... ando trabalhando e viajando bastante á trabalho... mas devo confessar que nunca estive tão feliz profissionalmente!!!!
Quando páro para pensar, tenho a plena certeza de que fiz a escolha certa!!!
Bom preciso fazer uma homenagem mesmo que tardia á um casal de amigos Ana Paula e Uli, eles estão grávidos... e pra lá de felizes...
Consegui encontrá-los no aniversário da Caru que foi uma delícia, onde revi várias pessoas que não via há um tempinho.
Minhas sinceras desculpas ao meu querido amigo Rogério, que desde que mudei de emprego não consigo encontrá-lo, mas ainda bem que o celular existe e tem sido nosso meio de comunicação.
Esse fim de semana também encontrei outros amigos e conheci alguns amigos dos amigos muito bacanas, niver da Mari... divertidíssimo...
Já fazem dois finais de semanas que não viajo e estou achando uma delícia poder fazer coisas com os amigos e ficar com a family, que querendo ou não ficam carentes de DIDI...
Bom acho que é isso...
Prometo tentar encontrar todos os amigos queridos antes que comece a maratona de viagens e eventos novamente... adoro vcs e é muito bom saber que sentem minha falta...
PS: Bom antes que alguém me pergunte sobre o coração, vamos lá:
Outro dia minha grande amiga Sil me disse uma coisa que resumiu bem a minha situação:
"Amiga, seu coração ultimamente é só mais um órgão vital do seu corpo né?" rsssss
Pois é... ele andou meio magoadinho, mas no fundo eu sei que eu quis me manter assim fora de combate, nada melhor que o tempo para curar um grande amor que não foi correspondido...
E assim venho me mantendo sem grandes paixões ou sentimentos avassaladores...
Na hora certa ele vai acelerar de novo e vou sentir frio na barriga, as minhas pernas vão tremer e vou ver borboletas roxas com bolinhas pink... rsss
Por enquanto estou deixando a vida me levar... e vivendo um dia de cada vez...
E a pergunta que não quer calar: E ai esqueceu o mr x?
Ainda não... mas continuo tentando... um dia de cada vez e agindo assim está sendo mais fácil...
Quando páro para pensar, tenho a plena certeza de que fiz a escolha certa!!!
Bom preciso fazer uma homenagem mesmo que tardia á um casal de amigos Ana Paula e Uli, eles estão grávidos... e pra lá de felizes...
Consegui encontrá-los no aniversário da Caru que foi uma delícia, onde revi várias pessoas que não via há um tempinho.
Minhas sinceras desculpas ao meu querido amigo Rogério, que desde que mudei de emprego não consigo encontrá-lo, mas ainda bem que o celular existe e tem sido nosso meio de comunicação.
Esse fim de semana também encontrei outros amigos e conheci alguns amigos dos amigos muito bacanas, niver da Mari... divertidíssimo...
Já fazem dois finais de semanas que não viajo e estou achando uma delícia poder fazer coisas com os amigos e ficar com a family, que querendo ou não ficam carentes de DIDI...
Bom acho que é isso...
Prometo tentar encontrar todos os amigos queridos antes que comece a maratona de viagens e eventos novamente... adoro vcs e é muito bom saber que sentem minha falta...
PS: Bom antes que alguém me pergunte sobre o coração, vamos lá:
Outro dia minha grande amiga Sil me disse uma coisa que resumiu bem a minha situação:
"Amiga, seu coração ultimamente é só mais um órgão vital do seu corpo né?" rsssss
Pois é... ele andou meio magoadinho, mas no fundo eu sei que eu quis me manter assim fora de combate, nada melhor que o tempo para curar um grande amor que não foi correspondido...
E assim venho me mantendo sem grandes paixões ou sentimentos avassaladores...
Na hora certa ele vai acelerar de novo e vou sentir frio na barriga, as minhas pernas vão tremer e vou ver borboletas roxas com bolinhas pink... rsss
Por enquanto estou deixando a vida me levar... e vivendo um dia de cada vez...
E a pergunta que não quer calar: E ai esqueceu o mr x?
Ainda não... mas continuo tentando... um dia de cada vez e agindo assim está sendo mais fácil...
sábado, 8 de setembro de 2007
Experiência...
Nossa... faz tempo que não escrevo... devo isso a alguns fatores: Um pouco de preguiça, uma pitada de falta de vontade e um montão de falta de tempo...
Ando trabalhando bastante... mas estou bem feliz profissionalmente...
Essa semana fiz duas coisas muitooooo boas e que não fazia há meses, na verdade uma delas há anos...Bom mas ambas são impublicaveis rsss
Segue um texto bem bacana para pensarmos...
Experiência
Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de banda. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mass empre era um "para sempre" pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "Qual sua experiência?". Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... Experiência. Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: "Experiência? Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?"
Ando trabalhando bastante... mas estou bem feliz profissionalmente...
Essa semana fiz duas coisas muitooooo boas e que não fazia há meses, na verdade uma delas há anos...Bom mas ambas são impublicaveis rsss
Segue um texto bem bacana para pensarmos...
Experiência
Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de banda. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mass empre era um "para sempre" pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "Qual sua experiência?". Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... Experiência. Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: "Experiência? Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?"
domingo, 8 de julho de 2007
MUDANÇAS
Muitas vezes a vida nos oferece algumas oportunidades de escolhas para que possamos escolher entre mudar ou não de emprego, reagir ou continuar como vitima em uma determinada situação, sair de uma situação, trabalho ou relacionamento que já não te faz bem , mas que vc insiste em manter.
Bom, andei fazendo algumas mudanças na minha vida, a primeira delas foi mudar de emprego, mas percebi o quanto somos resistentes á mudanças sejam elas boas ou ruins.
Chorei muito quando fui pedir demissão, afinal fiquei dois anos trabalhando em um lugar em que aprendi boa parte do que sei hoje como profissional, me apeguei muito as pessoas de lá, que hoje passaram de colegas de trabalho para grandes amigos, cada um com seu jeito me ensinou muita coisa, algumas vezes mesmo sem perceber.
Mas, achei melhor mudar e ir em busca de novos desafios e novas conquistas e mais tarde poder olhar para trás e ver que essa foi a melhor escolha.
Na minha vida amorosa devo dizer que ando com uma dor de cotovelo do cão rsss, Mr. X partiu o meu coração de verdade, mas não bastando... está namorando... OK sei que essa é a ordem natural da vida e que temos que nos acostumar e que daqui a algum tempo estarei desejando do fundo do meu coração que ele seja feliz com a Sr.C ou com quem quer que seja, mas por enquanto sou ré confessa: Estou magoada sim... Me conhecendo bem como me conheço sei que logo logo vou aceitar mais essa mudança na minha vida e aceitar o fato simples e claro de que ele não quis ficar comigo pelo simples fato de não gostar ou não querer ( Já evolui um pouco... não fico mais tentando achar desculpas para um foto consumado) rssssssssss . Mas, queridos leitores é duro admitir, mas é a mais pura verdade...
Se lembram daquela música do Kid Abelha: Por que não eu? Ah, ah, ah... Por que não eu.... Pois é me perguntei várias vezes kkkkkkk.
Mas resolvi mudar e dar a volta por cima sabe aquele ditado: “ quem ri por último ri melhor”, espero que em breve possa voltar a escrever sobre o meu novo amor e de como o meu coração está feliz de novo...
Essa “amargura” não está me fazendo nada bem e até a minha tireóide andou reclamando... ela está completamente descontrolada mas já estou cuidando dela e fazendo uma faxina no meus sentimentos...
Aguardem as cenas dos próximos capítulos kkkkk
Abaixo um textinho do meu querido Xico Sá... Me identifiquei tanto... kkk
O comovente choro das mulheresXico Sá
Uma das grandes vantagens das mulheres sobre nós é a coragem de chorar em público. Se o choro vem, as mulheres não congelam as lágrimas, como os machos, não guardam as lágrimas para depois, como sempre adiamos, não levam as lágrimas para chorar em casa.
Pior ainda é o homem que nunca chora. Além de fazer mal ao coração, esse tipo não merece confiança.
As mulheres não, falo da maioria das moças, desabam em qualquer canto e hora. Se estão mal de amor, choram na firma mesmo, no trânsito, no metrô.
Como invejo as lágrimas sinceras das fêmeas.
Quantas vezes a gente não se preserva, por fraqueza, enquanto as lágrimas, em cachoeira, batem forte no peito machista, de pedra. Como invejo as amigas que misturam, sim, o trabalho com o drama. Desconfio da frieza profissional, das icebergs de tailleur, que imitam os piores homens e guardam tudo para molhar o travesseiro. Essa é uma parte triste da emancipação feminina. Ora, as mulheres podem ser infinitamente poderosas, administrarem plataformas de petróleo nos mares, e chorarem do mesmo jeito de sempre.
Lindas e comoventes as mulheres que choram, desavergonhadamente, em público. São antes de tudo umas fortes. Tristes dos que estranham ou ficam envergonhados com o mais verdadeiro dos choros.
Acabei de testemunhar uma dessas lindas moças, chorava no metrô da avenida Paulista. Por que chorava aquela moça? Sempre acho que é ou deveria ser por amor, que me perdoem a pobre rima antiga com a dor.
Uma grande dívida nunca nos põe a chorar de verdade. Por um familiar, choramos diferente. Desemprego? Não. Senão teríamos um Tietê, um Capibaribe, um São Francisco a cada segunda-feira, cada esquina, lágrimas que manchariam a tinta dos classificados e seus quadradinhos lógicos, portas na cara, quem sabe da próxima, projeto ilusões perdidas...
A moça não escondia os soluços do choro. Terá discutido a relação à boca da estação Paraíso? Veste roupa de trabalho sério, e chora. Daqui a pouco estará sentada na sua cadeira de secretária, a serviço da grana “que ergue e destrói coisas belas”. Teria levado um pé-na-bunda? Teria visto o casamento pelo binóculo do sr. Nelson Rodrigues? Perdoa-me por me traíres?
A moça que chorava no metrô sabia que o amor é como as estações da avenida Paulista, começa no Paraíso e termina na Consolação. Como invejo as mulheres que não têm lugar e hora para derramar suas lágrimas. Triste dos que acham que não levam a sério, que tratam como sintomas da TPM e chiliques. Ora, até mesmo os choros de varejo, não importam as causas, são comoventes. Chorar engrandece. Fazer amor depois de lágrimas, então, é sentir o sal da vida sobre os olhos, romanticamente, sem medo de ser ridículos, bregas, e amar de verdade.
Coitados dos que escondem suas lágrimas.
Muitas vezes a vida nos oferece algumas oportunidades de escolhas para que possamos escolher entre mudar ou não de emprego, reagir ou continuar como vitima em uma determinada situação, sair de uma situação, trabalho ou relacionamento que já não te faz bem , mas que vc insiste em manter.
Bom, andei fazendo algumas mudanças na minha vida, a primeira delas foi mudar de emprego, mas percebi o quanto somos resistentes á mudanças sejam elas boas ou ruins.
Chorei muito quando fui pedir demissão, afinal fiquei dois anos trabalhando em um lugar em que aprendi boa parte do que sei hoje como profissional, me apeguei muito as pessoas de lá, que hoje passaram de colegas de trabalho para grandes amigos, cada um com seu jeito me ensinou muita coisa, algumas vezes mesmo sem perceber.
Mas, achei melhor mudar e ir em busca de novos desafios e novas conquistas e mais tarde poder olhar para trás e ver que essa foi a melhor escolha.
Na minha vida amorosa devo dizer que ando com uma dor de cotovelo do cão rsss, Mr. X partiu o meu coração de verdade, mas não bastando... está namorando... OK sei que essa é a ordem natural da vida e que temos que nos acostumar e que daqui a algum tempo estarei desejando do fundo do meu coração que ele seja feliz com a Sr.C ou com quem quer que seja, mas por enquanto sou ré confessa: Estou magoada sim... Me conhecendo bem como me conheço sei que logo logo vou aceitar mais essa mudança na minha vida e aceitar o fato simples e claro de que ele não quis ficar comigo pelo simples fato de não gostar ou não querer ( Já evolui um pouco... não fico mais tentando achar desculpas para um foto consumado) rssssssssss . Mas, queridos leitores é duro admitir, mas é a mais pura verdade...
Se lembram daquela música do Kid Abelha: Por que não eu? Ah, ah, ah... Por que não eu.... Pois é me perguntei várias vezes kkkkkkk.
Mas resolvi mudar e dar a volta por cima sabe aquele ditado: “ quem ri por último ri melhor”, espero que em breve possa voltar a escrever sobre o meu novo amor e de como o meu coração está feliz de novo...
Essa “amargura” não está me fazendo nada bem e até a minha tireóide andou reclamando... ela está completamente descontrolada mas já estou cuidando dela e fazendo uma faxina no meus sentimentos...
Aguardem as cenas dos próximos capítulos kkkkk
Abaixo um textinho do meu querido Xico Sá... Me identifiquei tanto... kkk
O comovente choro das mulheresXico Sá
Uma das grandes vantagens das mulheres sobre nós é a coragem de chorar em público. Se o choro vem, as mulheres não congelam as lágrimas, como os machos, não guardam as lágrimas para depois, como sempre adiamos, não levam as lágrimas para chorar em casa.
Pior ainda é o homem que nunca chora. Além de fazer mal ao coração, esse tipo não merece confiança.
As mulheres não, falo da maioria das moças, desabam em qualquer canto e hora. Se estão mal de amor, choram na firma mesmo, no trânsito, no metrô.
Como invejo as lágrimas sinceras das fêmeas.
Quantas vezes a gente não se preserva, por fraqueza, enquanto as lágrimas, em cachoeira, batem forte no peito machista, de pedra. Como invejo as amigas que misturam, sim, o trabalho com o drama. Desconfio da frieza profissional, das icebergs de tailleur, que imitam os piores homens e guardam tudo para molhar o travesseiro. Essa é uma parte triste da emancipação feminina. Ora, as mulheres podem ser infinitamente poderosas, administrarem plataformas de petróleo nos mares, e chorarem do mesmo jeito de sempre.
Lindas e comoventes as mulheres que choram, desavergonhadamente, em público. São antes de tudo umas fortes. Tristes dos que estranham ou ficam envergonhados com o mais verdadeiro dos choros.
Acabei de testemunhar uma dessas lindas moças, chorava no metrô da avenida Paulista. Por que chorava aquela moça? Sempre acho que é ou deveria ser por amor, que me perdoem a pobre rima antiga com a dor.
Uma grande dívida nunca nos põe a chorar de verdade. Por um familiar, choramos diferente. Desemprego? Não. Senão teríamos um Tietê, um Capibaribe, um São Francisco a cada segunda-feira, cada esquina, lágrimas que manchariam a tinta dos classificados e seus quadradinhos lógicos, portas na cara, quem sabe da próxima, projeto ilusões perdidas...
A moça não escondia os soluços do choro. Terá discutido a relação à boca da estação Paraíso? Veste roupa de trabalho sério, e chora. Daqui a pouco estará sentada na sua cadeira de secretária, a serviço da grana “que ergue e destrói coisas belas”. Teria levado um pé-na-bunda? Teria visto o casamento pelo binóculo do sr. Nelson Rodrigues? Perdoa-me por me traíres?
A moça que chorava no metrô sabia que o amor é como as estações da avenida Paulista, começa no Paraíso e termina na Consolação. Como invejo as mulheres que não têm lugar e hora para derramar suas lágrimas. Triste dos que acham que não levam a sério, que tratam como sintomas da TPM e chiliques. Ora, até mesmo os choros de varejo, não importam as causas, são comoventes. Chorar engrandece. Fazer amor depois de lágrimas, então, é sentir o sal da vida sobre os olhos, romanticamente, sem medo de ser ridículos, bregas, e amar de verdade.
Coitados dos que escondem suas lágrimas.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Pensamento do Dia
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Ser Tribalista ou não ser? Eis a questão...
Será que chegou a hora de deixar de ser "Tribalista"?
Recebi o texto abaixo de uma amiga hoje, já conhecia e me lembro que quando li a primeira vez pensei: Quero mais é continuar a ser de ninguém... rsss
Hoje pensei: Caracas estou querendo deixar de ser Tribalista e andar de mãos dadas, ir ao cinema ou assistir dvd comendo pipoca e até dormir de conchinha... (Apesar de não gostar muito de dormir junto) Quero tentar... estou bem disposta... mas com alguém que esteja na mesma pegada, caso contrário prefiro ficar como estou, solita...
Afinal é brochante vc estar toda cheia de amor pra dar e ser chamada de "grude" por exemplo, mas... são fases da vida...
SER DE NINGUÉM Arnaldo Jabor
Na hora de cantar, todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também". No entanto, passado o efeito douísque com energético e dos beijos descompromissados, Os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a Cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de Sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc.Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter "alguém para amar".. Somos livres para optarmos!E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento.
Recebi o texto abaixo de uma amiga hoje, já conhecia e me lembro que quando li a primeira vez pensei: Quero mais é continuar a ser de ninguém... rsss
Hoje pensei: Caracas estou querendo deixar de ser Tribalista e andar de mãos dadas, ir ao cinema ou assistir dvd comendo pipoca e até dormir de conchinha... (Apesar de não gostar muito de dormir junto) Quero tentar... estou bem disposta... mas com alguém que esteja na mesma pegada, caso contrário prefiro ficar como estou, solita...
Afinal é brochante vc estar toda cheia de amor pra dar e ser chamada de "grude" por exemplo, mas... são fases da vida...
SER DE NINGUÉM Arnaldo Jabor
Na hora de cantar, todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também". No entanto, passado o efeito douísque com energético e dos beijos descompromissados, Os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a Cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de Sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc.Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter "alguém para amar".. Somos livres para optarmos!E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento.
segunda-feira, 25 de junho de 2007
MUDAR
Clarice Lispector
" Mude, mas comece devagar,porque a direção é mais importante que a velocidade. Sente-se em outra cadeira,no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.Quando sair,procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho,ande por outras ruas,calmamente,observando com atençãoos lugares por ondevocê passa.Tome outros ônibus.Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os teus sapatos velhos.Procure andar descalço alguns dias.Tire uma tarde inteirapara passear livremente na praia,ou no parque,e ouvir o canto dos passarinhos.Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetase portas com a mão esquerda.Durma no outro lado da cama...depois, procure dormir em outras camas.Assista a outros programas de tv,compre outros jornais...leia outros livros, Viva outros romances.Não faça do hábito um estilo de vida.Ame a novidade.Durma mais tarde.Durma mais cedo.Aprenda uma palavra nova por dianuma outra língua.Corrija a postura. Coma um pouco menos,escolha comidas diferentes,novos temperos, novas cores,novas delícias.Tente o novo todo dia.o novo lado,o novo método,o novo sabor,o novo jeito,o novo prazer, o novo amor.a nova vida.Tente.Busque novos amigos.Tente novos amores.Faça novas relações.Almoce em outros locais,vá a outros restaurantes,tome outro tipo de bebidacompre pão em outra padaria. Almoce mais cedo,jante mais tarde ou vice-versa.Escolha outro mercado...outra marca de sabonete,outro creme dental...tome banho em novos horários.Use canetas de outras cores.Vá passear em outros lugares. Ame muito,cada vez mais,de modos diferentes.Troque de bolsa,de carteira,de malas,troque de carro,compre novos óculos,escreva outras poesias.Jogue os velhos relógios, quebre delicadamenteesses horrorosos despertadores.Vá a outros cinemas,outros cabeleireiros,outros teatros,visite novos museus.Se você não encontrar razões para ser livre,invente-as. Seja criativo.E aproveite para fazer uma viagemdespretensiosa,longa, se possível sem destino.Experimente coisas novas.Troque novamente.Mude, de novo.Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhorese coisas piores do que as já conhecidas,mas não é isso o que importa.O mais importante é a mudança,o movimento,o dinamismo,a energia.
Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver:a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!!!! "
" Mude, mas comece devagar,porque a direção é mais importante que a velocidade. Sente-se em outra cadeira,no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.Quando sair,procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho,ande por outras ruas,calmamente,observando com atençãoos lugares por ondevocê passa.Tome outros ônibus.Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os teus sapatos velhos.Procure andar descalço alguns dias.Tire uma tarde inteirapara passear livremente na praia,ou no parque,e ouvir o canto dos passarinhos.Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetase portas com a mão esquerda.Durma no outro lado da cama...depois, procure dormir em outras camas.Assista a outros programas de tv,compre outros jornais...leia outros livros, Viva outros romances.Não faça do hábito um estilo de vida.Ame a novidade.Durma mais tarde.Durma mais cedo.Aprenda uma palavra nova por dianuma outra língua.Corrija a postura. Coma um pouco menos,escolha comidas diferentes,novos temperos, novas cores,novas delícias.Tente o novo todo dia.o novo lado,o novo método,o novo sabor,o novo jeito,o novo prazer, o novo amor.a nova vida.Tente.Busque novos amigos.Tente novos amores.Faça novas relações.Almoce em outros locais,vá a outros restaurantes,tome outro tipo de bebidacompre pão em outra padaria. Almoce mais cedo,jante mais tarde ou vice-versa.Escolha outro mercado...outra marca de sabonete,outro creme dental...tome banho em novos horários.Use canetas de outras cores.Vá passear em outros lugares. Ame muito,cada vez mais,de modos diferentes.Troque de bolsa,de carteira,de malas,troque de carro,compre novos óculos,escreva outras poesias.Jogue os velhos relógios, quebre delicadamenteesses horrorosos despertadores.Vá a outros cinemas,outros cabeleireiros,outros teatros,visite novos museus.Se você não encontrar razões para ser livre,invente-as. Seja criativo.E aproveite para fazer uma viagemdespretensiosa,longa, se possível sem destino.Experimente coisas novas.Troque novamente.Mude, de novo.Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhorese coisas piores do que as já conhecidas,mas não é isso o que importa.O mais importante é a mudança,o movimento,o dinamismo,a energia.
Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver:a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!!!! "
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