Estou terminando bem a semana, afinal é o segundo post em um único dia... rsss
Essa foi uma semana bem complicadinha afinal a temida e odiada TPM chegou com tudo e eu fiquei bem chatinha nos últimos dias, “chatinha” é até bondade minha, fiquei intragável... ok eu sei, pelo menos admito, mas hoje as coisas já começaram a melhorar e resolvi dar uma atenção ao meu Blog lindo que estava completamente abandonado...
E relendo alguns posts vi que o ano passado ele foi meu muro das lamentações, afinal estava apaixonada e não fui correspondida... OK ano novo vida nova certo? Isso mesmo, comecei o ano ainda apegada a esse sentimento que não me fez nada bem e devo confessar que quando estou muito carente ainda acho que gosto dele, mas no fundo acho que é só carência mesmo, afinal vamos combinar ele nem lembra da minha pobre existência ...
Mas decidi que quero alguém para me fazer feliz, me fazer sorrir, me mandar flores... Enfim não quero mais ser mulher moderna, perfeita, a própria mulher maravilha, quero ser romântica e pedir colo quando eu quiser, sem ter que pensar ai ele vai me achar uma boba, ema ema que ache, cansei de ser durona e tem uma coisa muito muito importante, me aceite como eu sou, afinal já passei da idade de fazer tipo, né?
Tudo bem, acho que tudo isso junto pode ser uma overdose e talvez eu desista antes mesmo de começar, mas sabe o pensamento do livro e do filme The Secret? Pois é vou tentar colocar em prática, mas quero alguém simples, que não precise de manual de instruções e nem traga uma caixinha com surpresas desagradáveis, de preferência que não venha cheio de traumas de relacionamentos anteriores e que por favor não seja um desses frouxos que somem sem dizer uma palavra... E nos deixam feito idiotas...
Ou ainda tem aqueles que “não cagam e nem saem da moita” (perdão pelo palavreado chulo), mas é exatamente isso, que saco não sabem dizer “Olha foi um prazer, mas não deu certo”.
Hoje li mais uma vez a coluna do meu querido Chico Sá e ele escreveu um artigo sobre esse machos frouxos...
Segue abaixo o texto, se divirtam...
Bjs
PS: Meninos, por favor, deixem seus depoimentos e me contem porque vcs fazem isso heim? heim? Rssss
TEMPO DE HOMENS FROUXOS
Xico Sá
“Tinha cá pra mim que agora sim, eu vivia enfi m o grande amor, mentira!” Encontro minha amiga A. no nosso bar predileto, aqui em São Paulo, e ela vai logo anunciando – com o teimoso bom humor que a acompanha até mesmo nas pequenas tragédias cotidianas – os últimos ocorridos no capítulo amoroso. Sempre tem boas histórias e uma mania louca de escolher uma música, normalmente Chico Buarque, para começar a contar suas sagas românticas.
Chico tem um vasto elenco de personagens femininos e incorpora as dores e delícias das mulheres, ela escolhe no capricho, no ponto. Fácil, fácil. “Tinha cá pra mim que agora sim, eu vivia enfi m o grande amor, mentira!”, ela repete o refrão do Samba do grande amor. Essa música nem é protagonizada por uma fêmea, e sim por um homem desiludido do amor, mas, segundo ela, é a crônica acabada da sua situação no momento. “Não só do momento, é o hino dos últimos anos”, observa, riso solto de sempre. Que sofrimento é esse com essas gargalhadas todas?
A moça é assim mesmo. Não tem jeito. E olhe que nem pediu caipiroscas de frutas vermelhas nesse dia, fi cou apenas no chope mesmo. “Morrer dessa vez é que não vou”, receita. “Ih, estou escaldada, meu amigo”.
O que A. me contou é uma das coisas que mais escuto das minhas amigas nos últimos tempos.
E olhe que sou conselheiro, cupido e ouvidor geral de muitas. “Sua carteira de desesperadas é grande”, ela mesma tira uma boa onda sobre um ofício que desenvolvo com gosto e curiosidade desde os verdes anos – quando sequer sabia o que era uma mulher para valer. A amiga deparou-se com mais um desses homens que prometem, ensaiam, jogam um charme, cultivam, cantam de galo... e, sem dizer nada, tomam o clássico chá de sumiço. Um personagem típico dos nossos tempos. “Por essas e por outras é que agora prefi ro um bom canalha a um homem frouxo”, prega a amiga, conquistando rapidinho o apoio da mesa feminina ao lado. “Um canalha pelo menos me pega com gosto e temos noites deliciosas.” Defende a tese e emenda, riso desavergonhado: “Passava um verão a água e pão, dava o meu quinhão pro grande amor, mentira!”.
É leitoras, é tempo de homem frouxo, que corre mesmo diante da possibilidade de uma história mais densa e afetiva. Não sabem o que estão perdendo. A começar pela minha amiga cantante, belo exemplar da raça, no auge dos seus 36, boa conversa, boa lábia e um humor capaz de tornar o mais nublado dos dias no dia mais alegre e comovente para o cara que estiver ao seu lado. Sorte desse homem!
Xico Sá, escritor e jornalista, colunista de UMA, é autor de Catecismo de Devoções, Intimidades & Pornografi as, entre outros livros.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Vida Simples
Bom, pra variar faz um tempão que não escrevo, mas junte um pouco de preguiça e falta de inspiração e pronto... Lá se foram 3 meses. rsss
Hoje estava fuçando em sites de revistas e li uma reportagem que achei ótima e resolvi compartilhar. A matéria fala de como simplificar a vida e tem alguns depoimentos e dicas de pessoas que mudaram e especialistas dando dicas de como começar a fazer essas pequenas mudanças.
Como alguns sabem mudei de emprego e agora estou trabalhando no Broklin, mas como moro na Zona Leste, se viesse de transporte público já ia chegar cansada, de carro... nossaaaa ia passar horas no trânsito e gastar uma bica com gasolina e estacionamento, bom optei pelo fretado, foi a melhor coisa que fiz, venho dormindo e volto lendo ou dormindo rsss. Claro que se eu viesse de carro teria a comodidade de ir visitar os amigos ou marcar baladinhas ou happy hours com muito mais freqüência e teria a facilidade do carro para voltar para casa, mas percebi que não precisava deixar de fazer nada disso e tenho me virado muito bem. Um exemplo disso foi a última sexta-feira, que resolvemos fazer um happy hour e eu perdi o último fretado que passa pela Berrine por volta de 21h, mas foi tão divertido que eu nem liguei. Por volta de 23h lá estava eu caminhando para a Berrine para pegar qualquer ônibus que me deixasse em qualquer metrô.
Deu tudo certo, apesar de estar uma noite fria e eu ter ido trabalhar com um sapato salto 15, me senti como as meninas do Sexy and City andando de salto pelas ruas de Manhattan rsss. Essa semana também fui encontrar com duas amigas na Vila Madalena e fui de trem e deu tudo certo... Estou aprendendo a ter uma vida mais simples e sem depender tanto do carro. Mas chega de papo e vamos a matéria... Espero que gostem...
Segue o link:http://vidasimples.abril.uol.com.br/edicoes/066/grandes_temas/conteudo_276271.shtml?pagina=0 para quem quiser ler inteira para quem preferir coloquei um trecho. bjs
Ponto de suficiência
Simplicidade significa eliminar distrações triviais, tanto materiais como imateriais, e focar no essencial o que quer que isso signifique para cada um, afirma Duane Elgin. É aí que está o pulo do gato, a chavinha de ouro. Mas como é difícil decidir o que é essencial! O pior é que, como diz Jorge Mello, um dos maiores divulgadores da simplicidade voluntária no Brasil, essa constatação não é transferível.
Mas, calma, existem alguns caminhos. Vamos começar pelas necessidades básicas. Do que você precisa para viver com dignidade e certo conforto? Casa, roupa, comida, saúde, educação e acesso à cultura certamente estarão na lista. Se essas necessidades estiverem supridas, do que mais você não abriria mão? O Jorge, por exemplo, de presentear pessoas. O Paulo Roberto, de almoçar ao menos uma vez por semana em um restaurante vegetariano de Niterói considerado caro. É essencial para mim, para meu corpo, estar bem, para eu me sentir satisfeito, saciado, diz. São os pequenos luxos a que todos nós temos direitos e que fazem a vida ficar muito melhor.
Em seu livro Dinheiro e Vida, Vicki Robin apresenta um gráfico que relaciona satisfação e dinheiro despendido. O gráfico faz uma curva ascendente, passando pelas necessidades básicas, algum conforto e pequenos luxos (sem exageros), até chegar ao ponto de suficiência quando os luxos passam dos limites, a curva começa a descer, pois a relação entre dinheiro e satisfação já não vale a pena. O ponto de suficiência seria o ideal para quem quer ter uma vida simples, mas longe da privação ou do sofrimento pois isso não tem nada a ver com simplicidade.
Quando aluno de Gandhi, Richard Gregg, o primeiro a falar em simplicidade voluntária, ainda em 1936, disse ao mestre que era fácil para ele abrir mão de muitas coisas, mas que queria manter seus vários livros. Gandhi respondeu: Então, não abra mão deles. Enquanto você obtiver ajuda interior e conforto de qualquer coisa, você deve conservá-la. Se você abrir mão dela num ato de austeridade e sacrifício, continuará querendo-a de volta e esse querer insatisfeito lhe trará problemas. Por isso, não tente eliminar nada de sua vida arbitrariamente. Faça uma lista com os itens que o levariam ao ponto de suficiência, nem mais nem menos. Antes de eliminar qualquer coisa, teste. Será que preciso mesmo do forninho e do microondas? Fique uma semana sem usar um deles e veja o que acontece. Você pode ter boas surpresas.
O arquiteto Max Gosslar teve um carro por três anos. Depois que se mudou para uma região mais central de São Paulo, passou a usar mais o transporte público e vendeu o veículo. Não vou dizer que não reclamo, faz falta, principalmente à noite e nos fins de semana. Mas, em termos financeiros, não valia. Daria um gasto médio de 700 reais por mês, diz Max. Nesse caso, a satisfação não era proporcional ao dinheiro despendido. Bárbara Monteiro sempre usou a bicicleta e, raramente, ônibus e metrô como transporte. Foram 35 anos indo para o trabalho e a faculdade de magrela até que... Comprei um carro na semana passada, nem sei como vai ser quando ele chegar, disse. Bárbara adora viajar nos fins de semana, pois tem necessidade de estar em contato com a natureza. Mas apertava o coração deixar o cachorro e o gato para trás. Queria levá-los, mas era sempre a saia justa de colocar os bichos no carro dos amigos e no ônibus não era nem permitido.
Moral da história: as necessidades mudam porque as pessoas mudam e os contextos mudam. Então, a pergunta a se fazer é: o que é essencial para este singular que sou (não para meu vizinho ou para meu chefe) na minha vida atual? Coloque-se esta questão constantemente e faça as adaptações necessárias. O ponto de suficiência não é estático, é mutante. Existe um critério, mas esse critério é vivo, diz Jorge Mello.
Prazer de viver
A americana Cecile Andrews, autora do livro The Circle of Simplicity (O círculo de simplicidade, sem tradução no Brasil), afirma que temos que gastar nosso tempo com coisas e pessoas que nos dão energia, e não com as que nos tiram energia. Ela cita uma técnica de outro autor, Alan Lakein, que diz que temos de dividir nossas tarefas de acordo com a prioridade em A, B e C. Até aí, nada de novo. O interessante é que ele propõe que, uma vez que você detecte quais são seus Cs aquilo que suga sua energia , você deve deixar de fazêlos pelo máximo de tempo possível. Cecile, por exemplo, descobriu que lavar o carro semanalmente estava na categoria C para ela. Então, passou a adiar a tarefa o quanto pode. Aí, eu vou limpá-lo agradecida por todo o tempo que economizei, diz.
Independentemente da conclusão a que você chegue, não faça mudanças bruscas. Sua vida tem muito setores. Escolha apenas um e comece devagar, para que simplificar a vida não se torne um complicador, diz Jorge Mello. É a partir de mudanças pequenas na casa, no meio de transporte, na alimentação, na relação com os vizinhos que podem surgir grandes transformações. Foi assim com o Jorge, com o Paulo Roberto, com a Elaine. Acredite, eles já enfiaram os pés pelas mãos. O Paulo chegou a se mandar para uma praia deserta, até que uma ponte quebrou na estrada e ele passou a demorar sete horas para chegar até a universidade, onde dava aulas duas vezes por semana. Resultado: voltou correndo para a cidade.
As mudanças precisam ser graduais. Antes de abandonar os cargos administrativos em uma escola e ficar apenas como professora, Cecile Andrews tirou uma espécie de ano sabático, em que ficou apenas lecionando para ver como se sentiria. Há notícias de pessoas que conseguiram negociar redução de carga horária e salário, ou que acumulam a jornada semanal em quatro dias. O artista plástico Cláudio Spínola se dedica quatro horas diárias a fazer pão para vender, o restante de quase toda sua renda vem do aluguel dos quartos sobressalentes em sua casa. Também há aqueles que não reduziram a jornada de trabalho, mas se impuseram um compromisso gostoso como almoçar toda quarta-feira com a filha, aconteça o que acontecer.
Há muitas pequenas atitudes que se podem tomar para simplificar a vida e fortalecer o espírito de comunidade, sem precisar ir para uma ecovila. A bióloga Rita Mendonça se mudou para uma casa maior, assim pôde montar sua empresa na edícula. Contratou uma cozinheira que faz almoço diariamente para ela e sua equipe. Eles fazem um rodízio: periodicamente, uma pessoa vai comprar os mantimentos. Na planilha, todo mundo pode colocar um bocado de coisas de que precisa para a própria casa, para aproveitar a viagem do colega ao mercado. Os legumes e verduras orgânicos são entregues na porta. Nosso almoço é um momento de partilha, de convivência, diz Rita. Outra idéia inspiradora é a dos vizinhos que se revezam para cozinhar. Cada dia um entrega uma marmitinha na casa do outro. Já Cecile Andrews prefere jantar em um café perto de casa assim, encontra pessoas e desfruta do sentimento de comunidade. Em seu livro, conta que, quando ela e o marido resolvem cozinhar em casa, acabam se irritando e que comer fora é mais barato que um divórcio.
Surgidas na Dinamarca e hoje espalhadas pela Europa, América do Norte e Oceania, as cohousings, comunidades em que cada família tem sua casa, mas também compartilha espaços comuns com os vizinhos, podem nos inspirar de várias formas, pois possibilitam uma vida mais sustentável e colaborativa. Um exemplo é o uso comum da caixa de ferramentas ou até de carros e bicicletas.
Se ainda não dá para você compartilhar o carro com o vizinho, pode ao menos emprestá-lo para o irmão, em vez de deixá-lo o dia todo no estacionamento. Isso o ajudaria a entrar no rol dos bons materialistas, aqueles que entenderam que dinheiro é tempo e simplificaram de vez a vida.
PARA SABER MAIS
LIVROSSimplicidade Voluntária,Duane Elgin, CultrixDinheiro e Vida,Joe Dominguez e Vicki Robin, CultrixWalden Ou A Vida nos Bosques,Henry D. Thoreau, Ground
Conheça os sites de simplicidade voluntária
Hoje estava fuçando em sites de revistas e li uma reportagem que achei ótima e resolvi compartilhar. A matéria fala de como simplificar a vida e tem alguns depoimentos e dicas de pessoas que mudaram e especialistas dando dicas de como começar a fazer essas pequenas mudanças.
Como alguns sabem mudei de emprego e agora estou trabalhando no Broklin, mas como moro na Zona Leste, se viesse de transporte público já ia chegar cansada, de carro... nossaaaa ia passar horas no trânsito e gastar uma bica com gasolina e estacionamento, bom optei pelo fretado, foi a melhor coisa que fiz, venho dormindo e volto lendo ou dormindo rsss. Claro que se eu viesse de carro teria a comodidade de ir visitar os amigos ou marcar baladinhas ou happy hours com muito mais freqüência e teria a facilidade do carro para voltar para casa, mas percebi que não precisava deixar de fazer nada disso e tenho me virado muito bem. Um exemplo disso foi a última sexta-feira, que resolvemos fazer um happy hour e eu perdi o último fretado que passa pela Berrine por volta de 21h, mas foi tão divertido que eu nem liguei. Por volta de 23h lá estava eu caminhando para a Berrine para pegar qualquer ônibus que me deixasse em qualquer metrô.
Deu tudo certo, apesar de estar uma noite fria e eu ter ido trabalhar com um sapato salto 15, me senti como as meninas do Sexy and City andando de salto pelas ruas de Manhattan rsss. Essa semana também fui encontrar com duas amigas na Vila Madalena e fui de trem e deu tudo certo... Estou aprendendo a ter uma vida mais simples e sem depender tanto do carro. Mas chega de papo e vamos a matéria... Espero que gostem...
Segue o link:http://vidasimples.abril.uol.com.br/edicoes/066/grandes_temas/conteudo_276271.shtml?pagina=0 para quem quiser ler inteira para quem preferir coloquei um trecho. bjs
Ponto de suficiência
Simplicidade significa eliminar distrações triviais, tanto materiais como imateriais, e focar no essencial o que quer que isso signifique para cada um, afirma Duane Elgin. É aí que está o pulo do gato, a chavinha de ouro. Mas como é difícil decidir o que é essencial! O pior é que, como diz Jorge Mello, um dos maiores divulgadores da simplicidade voluntária no Brasil, essa constatação não é transferível.
Mas, calma, existem alguns caminhos. Vamos começar pelas necessidades básicas. Do que você precisa para viver com dignidade e certo conforto? Casa, roupa, comida, saúde, educação e acesso à cultura certamente estarão na lista. Se essas necessidades estiverem supridas, do que mais você não abriria mão? O Jorge, por exemplo, de presentear pessoas. O Paulo Roberto, de almoçar ao menos uma vez por semana em um restaurante vegetariano de Niterói considerado caro. É essencial para mim, para meu corpo, estar bem, para eu me sentir satisfeito, saciado, diz. São os pequenos luxos a que todos nós temos direitos e que fazem a vida ficar muito melhor.
Em seu livro Dinheiro e Vida, Vicki Robin apresenta um gráfico que relaciona satisfação e dinheiro despendido. O gráfico faz uma curva ascendente, passando pelas necessidades básicas, algum conforto e pequenos luxos (sem exageros), até chegar ao ponto de suficiência quando os luxos passam dos limites, a curva começa a descer, pois a relação entre dinheiro e satisfação já não vale a pena. O ponto de suficiência seria o ideal para quem quer ter uma vida simples, mas longe da privação ou do sofrimento pois isso não tem nada a ver com simplicidade.
Quando aluno de Gandhi, Richard Gregg, o primeiro a falar em simplicidade voluntária, ainda em 1936, disse ao mestre que era fácil para ele abrir mão de muitas coisas, mas que queria manter seus vários livros. Gandhi respondeu: Então, não abra mão deles. Enquanto você obtiver ajuda interior e conforto de qualquer coisa, você deve conservá-la. Se você abrir mão dela num ato de austeridade e sacrifício, continuará querendo-a de volta e esse querer insatisfeito lhe trará problemas. Por isso, não tente eliminar nada de sua vida arbitrariamente. Faça uma lista com os itens que o levariam ao ponto de suficiência, nem mais nem menos. Antes de eliminar qualquer coisa, teste. Será que preciso mesmo do forninho e do microondas? Fique uma semana sem usar um deles e veja o que acontece. Você pode ter boas surpresas.
O arquiteto Max Gosslar teve um carro por três anos. Depois que se mudou para uma região mais central de São Paulo, passou a usar mais o transporte público e vendeu o veículo. Não vou dizer que não reclamo, faz falta, principalmente à noite e nos fins de semana. Mas, em termos financeiros, não valia. Daria um gasto médio de 700 reais por mês, diz Max. Nesse caso, a satisfação não era proporcional ao dinheiro despendido. Bárbara Monteiro sempre usou a bicicleta e, raramente, ônibus e metrô como transporte. Foram 35 anos indo para o trabalho e a faculdade de magrela até que... Comprei um carro na semana passada, nem sei como vai ser quando ele chegar, disse. Bárbara adora viajar nos fins de semana, pois tem necessidade de estar em contato com a natureza. Mas apertava o coração deixar o cachorro e o gato para trás. Queria levá-los, mas era sempre a saia justa de colocar os bichos no carro dos amigos e no ônibus não era nem permitido.
Moral da história: as necessidades mudam porque as pessoas mudam e os contextos mudam. Então, a pergunta a se fazer é: o que é essencial para este singular que sou (não para meu vizinho ou para meu chefe) na minha vida atual? Coloque-se esta questão constantemente e faça as adaptações necessárias. O ponto de suficiência não é estático, é mutante. Existe um critério, mas esse critério é vivo, diz Jorge Mello.
Prazer de viver
A americana Cecile Andrews, autora do livro The Circle of Simplicity (O círculo de simplicidade, sem tradução no Brasil), afirma que temos que gastar nosso tempo com coisas e pessoas que nos dão energia, e não com as que nos tiram energia. Ela cita uma técnica de outro autor, Alan Lakein, que diz que temos de dividir nossas tarefas de acordo com a prioridade em A, B e C. Até aí, nada de novo. O interessante é que ele propõe que, uma vez que você detecte quais são seus Cs aquilo que suga sua energia , você deve deixar de fazêlos pelo máximo de tempo possível. Cecile, por exemplo, descobriu que lavar o carro semanalmente estava na categoria C para ela. Então, passou a adiar a tarefa o quanto pode. Aí, eu vou limpá-lo agradecida por todo o tempo que economizei, diz.
Independentemente da conclusão a que você chegue, não faça mudanças bruscas. Sua vida tem muito setores. Escolha apenas um e comece devagar, para que simplificar a vida não se torne um complicador, diz Jorge Mello. É a partir de mudanças pequenas na casa, no meio de transporte, na alimentação, na relação com os vizinhos que podem surgir grandes transformações. Foi assim com o Jorge, com o Paulo Roberto, com a Elaine. Acredite, eles já enfiaram os pés pelas mãos. O Paulo chegou a se mandar para uma praia deserta, até que uma ponte quebrou na estrada e ele passou a demorar sete horas para chegar até a universidade, onde dava aulas duas vezes por semana. Resultado: voltou correndo para a cidade.
As mudanças precisam ser graduais. Antes de abandonar os cargos administrativos em uma escola e ficar apenas como professora, Cecile Andrews tirou uma espécie de ano sabático, em que ficou apenas lecionando para ver como se sentiria. Há notícias de pessoas que conseguiram negociar redução de carga horária e salário, ou que acumulam a jornada semanal em quatro dias. O artista plástico Cláudio Spínola se dedica quatro horas diárias a fazer pão para vender, o restante de quase toda sua renda vem do aluguel dos quartos sobressalentes em sua casa. Também há aqueles que não reduziram a jornada de trabalho, mas se impuseram um compromisso gostoso como almoçar toda quarta-feira com a filha, aconteça o que acontecer.
Há muitas pequenas atitudes que se podem tomar para simplificar a vida e fortalecer o espírito de comunidade, sem precisar ir para uma ecovila. A bióloga Rita Mendonça se mudou para uma casa maior, assim pôde montar sua empresa na edícula. Contratou uma cozinheira que faz almoço diariamente para ela e sua equipe. Eles fazem um rodízio: periodicamente, uma pessoa vai comprar os mantimentos. Na planilha, todo mundo pode colocar um bocado de coisas de que precisa para a própria casa, para aproveitar a viagem do colega ao mercado. Os legumes e verduras orgânicos são entregues na porta. Nosso almoço é um momento de partilha, de convivência, diz Rita. Outra idéia inspiradora é a dos vizinhos que se revezam para cozinhar. Cada dia um entrega uma marmitinha na casa do outro. Já Cecile Andrews prefere jantar em um café perto de casa assim, encontra pessoas e desfruta do sentimento de comunidade. Em seu livro, conta que, quando ela e o marido resolvem cozinhar em casa, acabam se irritando e que comer fora é mais barato que um divórcio.
Surgidas na Dinamarca e hoje espalhadas pela Europa, América do Norte e Oceania, as cohousings, comunidades em que cada família tem sua casa, mas também compartilha espaços comuns com os vizinhos, podem nos inspirar de várias formas, pois possibilitam uma vida mais sustentável e colaborativa. Um exemplo é o uso comum da caixa de ferramentas ou até de carros e bicicletas.
Se ainda não dá para você compartilhar o carro com o vizinho, pode ao menos emprestá-lo para o irmão, em vez de deixá-lo o dia todo no estacionamento. Isso o ajudaria a entrar no rol dos bons materialistas, aqueles que entenderam que dinheiro é tempo e simplificaram de vez a vida.
PARA SABER MAIS
LIVROSSimplicidade Voluntária,Duane Elgin, CultrixDinheiro e Vida,Joe Dominguez e Vicki Robin, CultrixWalden Ou A Vida nos Bosques,Henry D. Thoreau, Ground
Conheça os sites de simplicidade voluntária
terça-feira, 25 de março de 2008
Ceticismo em relação ao amor...
Ceticismo em relação ao amor...
È engraçado como a cada desilusão amorosa me sinto cética em relação ao amor e aos homens não consigo me entregar e muito menos confiar...
Minha fase agora é sexo sem compromisso ou amor e sim apenas para satisfazer os meus desejos físicos e psíquicos rsss.
Depois de um longo inverno, digo inverno porque foram dias frios, dias
cinzas em que o travesseiro enxugou muitas lágrimas derramadas por um alguém que realmente hoje eu vejo que não valeu a pena, não valeu a pena não somente por esse amor não ter sido correspondido, mas tb por eu ter me sentido tantas vezes desvalorizada e deixada de lado... Mas há alguns defuntos que não valem uma vela rsss Acabou finalmente me libertei desse “amor”, na verdade nunca foi amor, no começo foi a vontade de conhecer o novo e depois acho que virou costume e até obsessão, mas passou e hoje me sinto tão descrente do amor e dos clichês que as pessoas acreditam e vivem dizendo como: o amor da minha vida ou o homem da minha vida, isso existe? Sinceramente cada vez mais acho que não, vivemos momentos intensos, mas será que alguém é capaz de amar a mesma pessoa por toda a vida? Não acredito nisso, quem sabe um dia volte a postar e eu me surpreenda dizendo: “Encontrei o homem da minha vida”... rsss
Por enquanto quero me divertir e aproveitar os momentos bons de sexo casual e só!!! sem envolvimento e principalmente sem amor, sem paixão... amizade?rsss quem sabe é uma opção...
È engraçado como a cada desilusão amorosa me sinto cética em relação ao amor e aos homens não consigo me entregar e muito menos confiar...
Minha fase agora é sexo sem compromisso ou amor e sim apenas para satisfazer os meus desejos físicos e psíquicos rsss.
Depois de um longo inverno, digo inverno porque foram dias frios, dias
cinzas em que o travesseiro enxugou muitas lágrimas derramadas por um alguém que realmente hoje eu vejo que não valeu a pena, não valeu a pena não somente por esse amor não ter sido correspondido, mas tb por eu ter me sentido tantas vezes desvalorizada e deixada de lado... Mas há alguns defuntos que não valem uma vela rsss Acabou finalmente me libertei desse “amor”, na verdade nunca foi amor, no começo foi a vontade de conhecer o novo e depois acho que virou costume e até obsessão, mas passou e hoje me sinto tão descrente do amor e dos clichês que as pessoas acreditam e vivem dizendo como: o amor da minha vida ou o homem da minha vida, isso existe? Sinceramente cada vez mais acho que não, vivemos momentos intensos, mas será que alguém é capaz de amar a mesma pessoa por toda a vida? Não acredito nisso, quem sabe um dia volte a postar e eu me surpreenda dizendo: “Encontrei o homem da minha vida”... rsss
Por enquanto quero me divertir e aproveitar os momentos bons de sexo casual e só!!! sem envolvimento e principalmente sem amor, sem paixão... amizade?rsss quem sabe é uma opção...
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
A lenda da Fênix
E 2008 chegou e com ele todas as nossas esperanças renovadas de esse seja o melhor ano das nossas vidas, bom da minha eu sei que será!!!
Li esse texto e achei que seria uma ótima forma para começarmos o ano...
Bjs e que 2008 seja o melhor ano das nossas vidas...
Fênix, a arte do renascimentopor Valter Cichini Junior
Conta a lenda que a Fênix é um pássaro mítico que quando morre entra em autocombustão e após algum tempo renasce das próprias cinzas. Essa fascinante ave teria também o poder de transportar grandes cargas, havendo histórias sobre ela carregar até um elefante. Seu corpo revestido de penas brilhantes, douradas e vermelho-arroxeadas - as cores do sol nascente - e com tamanho aproximado de uma águia ou um pouco maior, compunham sua aparência. Alguns escritores gregos dizem que seu ciclo de vida é de 500 anos, mas há quem diga também que esse ciclo gira em torno de 97.200 anos. Ao se aproximar da morte a ave confecciona um ninho perfumado onde vai se consumir em chamas.A crença na ave lendária que renasce das próprias cinzas existiu em vários povos da antiguidade como gregos, egípcios e chineses, e em todas as mitologias o significado é preservado: a perpetuação, a ressurreição, a esperança que nunca tem fim. Na arte cristã, por exemplo, a fênix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo.Apesar da fênix ser um mito nós o vivemos muitas e muitas vezes em nosso caminho e essa vivência se traduz em um ciclo que chamamos de ano. Nossa vivência em fênix não tem 500 ou 97.200 anos, mas 12 meses e existem “ritos de passagem” que simbolizam a autocombustão: são conhecidos como festas de final de ano. Quando entramos nos mês de dezembro nos aproximamos dessa morte simbólica que tem seu renascimento logo após a festa de ano novo. Essas festas acabam nos impondo um momento de reflexão. É justamente nesse período que reavaliamos tudo aquilo que fizemos e conquistamos, que pesamos o que ambicionávamos e o que concretizamos. Realizar essa avaliação causa um misto de sentimentos: alegrias e satisfações pelas conquistas e também tristeza ou decepção por aquilo que almejamos mas que não foi possível materializarmos por qualquer motivo que seja.No primeiro momento uma melancolia paira sobre nós, uma melancolia que também tem sua função, que é necessária e faz parte da jornada. Ela nos deixa reflexivos, interiorizados, ou seja, ela nos deixa em um estado propício para refletir sobre nossa caminhada, nos colocando em contato direto com todo o caminho que já percorremos.Entretanto esse sentimento apresenta um antídoto: a festa de virada de ano. É no momento da contagem regressiva, quando todos estão focados num único pensamento, que se manifesta o mito da fênix. A explosão dos fogos nos traz a sua característica de renovação; é o próprio renascer das cinzas. E então, ao mesmo tempo em que nos condenamos com severidade, sentimos que essa condenação fica para trás, pois já começamos o caminhar em um novo ciclo, vislumbramos com os olhos brilhando objetos e desejos, enchemos a mente de planos e o coração de esperança.Nesse momento vivemos o mito da fênix intensamente: o que ficou no ciclo passado entra em combustão, nosso cansaço se consome nesse fogo e tudo aquilo que queremos deixar para trás se transforma em cinzas e, então, nos enchemos de força, de esperança, de planos e de projetos. Nosso coração se renova e produzimos o momento mais belo desse ciclo ressurgindo completamente renovados para trilhar nosso caminho.Que cada um de nós possa se valer dessa oportunidade oferecida usando o aprendizado das experiências vividas, se preparando para a nova jornada com o entusiasmo de um jovem cheio de sonhos somados à sabedoria de um ancião.
Li esse texto e achei que seria uma ótima forma para começarmos o ano...
Bjs e que 2008 seja o melhor ano das nossas vidas...
Fênix, a arte do renascimentopor Valter Cichini Junior
Conta a lenda que a Fênix é um pássaro mítico que quando morre entra em autocombustão e após algum tempo renasce das próprias cinzas. Essa fascinante ave teria também o poder de transportar grandes cargas, havendo histórias sobre ela carregar até um elefante. Seu corpo revestido de penas brilhantes, douradas e vermelho-arroxeadas - as cores do sol nascente - e com tamanho aproximado de uma águia ou um pouco maior, compunham sua aparência. Alguns escritores gregos dizem que seu ciclo de vida é de 500 anos, mas há quem diga também que esse ciclo gira em torno de 97.200 anos. Ao se aproximar da morte a ave confecciona um ninho perfumado onde vai se consumir em chamas.A crença na ave lendária que renasce das próprias cinzas existiu em vários povos da antiguidade como gregos, egípcios e chineses, e em todas as mitologias o significado é preservado: a perpetuação, a ressurreição, a esperança que nunca tem fim. Na arte cristã, por exemplo, a fênix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo.Apesar da fênix ser um mito nós o vivemos muitas e muitas vezes em nosso caminho e essa vivência se traduz em um ciclo que chamamos de ano. Nossa vivência em fênix não tem 500 ou 97.200 anos, mas 12 meses e existem “ritos de passagem” que simbolizam a autocombustão: são conhecidos como festas de final de ano. Quando entramos nos mês de dezembro nos aproximamos dessa morte simbólica que tem seu renascimento logo após a festa de ano novo. Essas festas acabam nos impondo um momento de reflexão. É justamente nesse período que reavaliamos tudo aquilo que fizemos e conquistamos, que pesamos o que ambicionávamos e o que concretizamos. Realizar essa avaliação causa um misto de sentimentos: alegrias e satisfações pelas conquistas e também tristeza ou decepção por aquilo que almejamos mas que não foi possível materializarmos por qualquer motivo que seja.No primeiro momento uma melancolia paira sobre nós, uma melancolia que também tem sua função, que é necessária e faz parte da jornada. Ela nos deixa reflexivos, interiorizados, ou seja, ela nos deixa em um estado propício para refletir sobre nossa caminhada, nos colocando em contato direto com todo o caminho que já percorremos.Entretanto esse sentimento apresenta um antídoto: a festa de virada de ano. É no momento da contagem regressiva, quando todos estão focados num único pensamento, que se manifesta o mito da fênix. A explosão dos fogos nos traz a sua característica de renovação; é o próprio renascer das cinzas. E então, ao mesmo tempo em que nos condenamos com severidade, sentimos que essa condenação fica para trás, pois já começamos o caminhar em um novo ciclo, vislumbramos com os olhos brilhando objetos e desejos, enchemos a mente de planos e o coração de esperança.Nesse momento vivemos o mito da fênix intensamente: o que ficou no ciclo passado entra em combustão, nosso cansaço se consome nesse fogo e tudo aquilo que queremos deixar para trás se transforma em cinzas e, então, nos enchemos de força, de esperança, de planos e de projetos. Nosso coração se renova e produzimos o momento mais belo desse ciclo ressurgindo completamente renovados para trilhar nosso caminho.Que cada um de nós possa se valer dessa oportunidade oferecida usando o aprendizado das experiências vividas, se preparando para a nova jornada com o entusiasmo de um jovem cheio de sonhos somados à sabedoria de um ancião.
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
BALANÇO GERAL
Balanço Geral
É parece piegas dizer, mas é verdade mais um ano se foi... Mas fazendo um balanço geral, foi um ano bom... Realmente, não posso reclamar foi um ano em vi e vivi muita coisa e percebi o quanto à vida é frágil e como em um dia está tudo bem e no outro sua vida pode mudar e virar de ponta cabeça...
Vi grandes provas de amor na minha família, uma irmã que durante 6 meses parou sua vida para cuidar do irmão, depois de um problema sério de saúde.
Outra grande prova de amor é a de uma mãe que mesmo depois da filha dar várias cabeçadas e atentar contra a própria vida, ela abdicar da própria vida e do trabalho ela ir todos os dias para um hospital e ficar lá mesmo enquanto a filha estava em coma e nem sabia o que estava acontecendo a sua volta e mesmo assim ela não desistiu nenhum dia e três meses depois ela pôde levar sua filha para casa.
È a apesar de muita tribulação, final feliz para ambas as histórias os dois estão ótimos e cheio de saúde.
Vi uma das minhas melhores amigas, realizar um grande desejo, o de ser mãe... ela está grávida e muito feliz!!! A Luiza chega em Abril...
Esse ano também descobri, que o verdadeiro amor supera as crises e fica ainda mais forte, meus pais são a maior prova disso, apesar das crises que vivemos o ano passado, esse ano pude perceber o quanto eles se querem bem e não sabem viver um sem o outro, apesar de tudo e de todas as diferenças.
E em meio á tantas provas de amor também percebi o quanto as pessoas estão cada vez mais egoístas e não tem o mínimo de respeito pelos sentimentos dos outros, eu vi e senti isso na pele. As pessoas não tem a coragem de dizer com todas as palavras “ Olha meu bem, não gosto de vc, então não se iluda”, nãooooo... é muito mais fácil iludir, dar corda e depois simplesmente fingir demência ou fingir que nada aconteceu.
Foi um ano difícil no amor, sim eu sei, que que eu não queria enxergar e por isso passei tanto tempo insistindo no mesmo erro, também tive minha parcela de culpa. E como todos os meus amigos sabem, fiquei muito magoada, até que um dia tentei ser uma pessoa civilizada e conversar pelo MSN, já que ele estava me chamando e se mostrando “amiguinho”, mas papo vai, papo vem, ele me diz que vai passar o ano novo em Cuba com a NAMORADA!!!! e eu civilizada tb me fiz de “amiguinha”, mas por dentro Deus sabe como fiquei... Afinal, vamos lá: Eu não quero chamar de meu amigo, alguém que já chamei de meu amor... enfim, sobrevivi, mas é obvio que chorei muito, mas não sei se por ainda gostar dele ou por simples Dor de Cotovelo mesmo... PUXA VIDA, ACHO QUE POSSO ME DAR O DIREITO DE SER FRACA ALGUMAS VEZES!!!
Pois é, meus amigos, eu desejei , confesso que houvesse um tisuname ou um maremoto em Cuba e o lindo casal feliz fosse levado para bem longe... Mas na mesma hora como uma boa cristã que sou, me arrependi, afinal, o que eu tenho que apagar não são eles e sim o que ainda tenho dentro de mim... e estou fazendo um trabalho diário e acredito dará certo, ano novo vida nova!
Mas confesso, ainda não consigo ser amiga dele e nem quero, pelo menos por enquanto... afinal o tempo é sempre o melhor remédio!!
Mas não fui a única e sofrer por amor, também vi grandes amigos chorando, perdendo a fome e todo o resto que sempre fazemos e mesmo assim não desisti de ser feliz no amor, não estou amargurada a ponto de desistir, confesso que passei esse ano um pouco reclusa, mas sei que 2008 será diferente. EU MEREÇO!!!
Quem me conhece sabe que nunca fui lá muito romântica e que sou uma mulher bem moderna e prática, mas no fundo sempre achei que o amor verdadeiro era aquele dos contos de fadas, onde eles viveram felizes para sempre. Mas enquanto não aparece o cara certo (o famoso príncipe encantado), vamos nos divertindo com os caras errados (os sapos, que beijamos e eles se tornam príncipes, pelo menos por um tempo)... rsss
Bom mudando de assunto, profissionalmente foi um ano maravilhoso e sei que em 2008 será ainda melhor...
Conheci pessoas maravilhosas, fiz novos amigos e convivi com os meus AMIGOS queridos e amados...
Esse ano aconteceu mais coisa boa, uma amiga que andava distante está tentando se reaproximar e que em 2008 nós possamos nos ver e nos aproximar cada dia mais.
A viagem do ano e inesquecível, foi a viagem para Descalvado City, com pessoas maravilhosas e muito muito queridas... foi um sucesso!!!
Também vi uma amiga bem querida, esposa de um grande amigo passar por uma grande perda, uma perda da qual ela nunca irá se recuperar de verdade, mas chegará o dia em ficará só uma linda lembrança... (Força)
De uma forma geral foi um ano maravilhoso e que venha 2008!!!
Para os meus amigos amados um poema para começar 2008 com o pé direito!!!!
RECEITA DE ANO NOVO
Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
É parece piegas dizer, mas é verdade mais um ano se foi... Mas fazendo um balanço geral, foi um ano bom... Realmente, não posso reclamar foi um ano em vi e vivi muita coisa e percebi o quanto à vida é frágil e como em um dia está tudo bem e no outro sua vida pode mudar e virar de ponta cabeça...
Vi grandes provas de amor na minha família, uma irmã que durante 6 meses parou sua vida para cuidar do irmão, depois de um problema sério de saúde.
Outra grande prova de amor é a de uma mãe que mesmo depois da filha dar várias cabeçadas e atentar contra a própria vida, ela abdicar da própria vida e do trabalho ela ir todos os dias para um hospital e ficar lá mesmo enquanto a filha estava em coma e nem sabia o que estava acontecendo a sua volta e mesmo assim ela não desistiu nenhum dia e três meses depois ela pôde levar sua filha para casa.
È a apesar de muita tribulação, final feliz para ambas as histórias os dois estão ótimos e cheio de saúde.
Vi uma das minhas melhores amigas, realizar um grande desejo, o de ser mãe... ela está grávida e muito feliz!!! A Luiza chega em Abril...
Esse ano também descobri, que o verdadeiro amor supera as crises e fica ainda mais forte, meus pais são a maior prova disso, apesar das crises que vivemos o ano passado, esse ano pude perceber o quanto eles se querem bem e não sabem viver um sem o outro, apesar de tudo e de todas as diferenças.
E em meio á tantas provas de amor também percebi o quanto as pessoas estão cada vez mais egoístas e não tem o mínimo de respeito pelos sentimentos dos outros, eu vi e senti isso na pele. As pessoas não tem a coragem de dizer com todas as palavras “ Olha meu bem, não gosto de vc, então não se iluda”, nãooooo... é muito mais fácil iludir, dar corda e depois simplesmente fingir demência ou fingir que nada aconteceu.
Foi um ano difícil no amor, sim eu sei, que que eu não queria enxergar e por isso passei tanto tempo insistindo no mesmo erro, também tive minha parcela de culpa. E como todos os meus amigos sabem, fiquei muito magoada, até que um dia tentei ser uma pessoa civilizada e conversar pelo MSN, já que ele estava me chamando e se mostrando “amiguinho”, mas papo vai, papo vem, ele me diz que vai passar o ano novo em Cuba com a NAMORADA!!!! e eu civilizada tb me fiz de “amiguinha”, mas por dentro Deus sabe como fiquei... Afinal, vamos lá: Eu não quero chamar de meu amigo, alguém que já chamei de meu amor... enfim, sobrevivi, mas é obvio que chorei muito, mas não sei se por ainda gostar dele ou por simples Dor de Cotovelo mesmo... PUXA VIDA, ACHO QUE POSSO ME DAR O DIREITO DE SER FRACA ALGUMAS VEZES!!!
Pois é, meus amigos, eu desejei , confesso que houvesse um tisuname ou um maremoto em Cuba e o lindo casal feliz fosse levado para bem longe... Mas na mesma hora como uma boa cristã que sou, me arrependi, afinal, o que eu tenho que apagar não são eles e sim o que ainda tenho dentro de mim... e estou fazendo um trabalho diário e acredito dará certo, ano novo vida nova!
Mas confesso, ainda não consigo ser amiga dele e nem quero, pelo menos por enquanto... afinal o tempo é sempre o melhor remédio!!
Mas não fui a única e sofrer por amor, também vi grandes amigos chorando, perdendo a fome e todo o resto que sempre fazemos e mesmo assim não desisti de ser feliz no amor, não estou amargurada a ponto de desistir, confesso que passei esse ano um pouco reclusa, mas sei que 2008 será diferente. EU MEREÇO!!!
Quem me conhece sabe que nunca fui lá muito romântica e que sou uma mulher bem moderna e prática, mas no fundo sempre achei que o amor verdadeiro era aquele dos contos de fadas, onde eles viveram felizes para sempre. Mas enquanto não aparece o cara certo (o famoso príncipe encantado), vamos nos divertindo com os caras errados (os sapos, que beijamos e eles se tornam príncipes, pelo menos por um tempo)... rsss
Bom mudando de assunto, profissionalmente foi um ano maravilhoso e sei que em 2008 será ainda melhor...
Conheci pessoas maravilhosas, fiz novos amigos e convivi com os meus AMIGOS queridos e amados...
Esse ano aconteceu mais coisa boa, uma amiga que andava distante está tentando se reaproximar e que em 2008 nós possamos nos ver e nos aproximar cada dia mais.
A viagem do ano e inesquecível, foi a viagem para Descalvado City, com pessoas maravilhosas e muito muito queridas... foi um sucesso!!!
Também vi uma amiga bem querida, esposa de um grande amigo passar por uma grande perda, uma perda da qual ela nunca irá se recuperar de verdade, mas chegará o dia em ficará só uma linda lembrança... (Força)
De uma forma geral foi um ano maravilhoso e que venha 2008!!!
Para os meus amigos amados um poema para começar 2008 com o pé direito!!!!
RECEITA DE ANO NOVO
Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 23 de outubro de 2007
E chega de complicar a própria vida...
Achei esse artigo na internet depois que uma amiga me falou que leu na vip de um consultório e quase arrancou a página porque precisava muito dividir comigo... Agora é minha vez... Tenho que dividir com vocês. Não sei qual crise exatamente cada uma de vcs está passando, mas a minha crise é exatamente essa!
PORQUE SER FELIZ É UMA DAS PIORES OFENSAS DO MUNDO
Por Tatiane Bernardi
Mariúsca Cristina tem bigode. Que ela tinge com blondor vagabundo efica parecendo um gato de rua. Ela tem uma pancinha nojenta cheia de pêlos que ela também tinge com o mesmo blondor vagabundo. Sempre que pode, ela valoriza sua pancinha com alguma miniblusa de tecido vagabundo com brilhos e calça justérrima com barras de lantejoula.
Mariúsca Cristina, ou Mariúúúú para os colegas (pobre nunca fala que tem amigo, só tem colega), tem um sonho: conhecer o Cristo Redentor. E, nesse final de semana, Janderson, seu namorado que trabalha no ramo alimentício (ele limpa o banheiro de um restaurante), planejou pedi-la emcasamento justamente no Cristo. Só que vai ser naquele cabeçudo de Serra Negra mesmo. Que é o que dá pra fazer. Mariúsca vai aceitar, feliz da vida, e, para comemorar, o casal vai dormir em um hotel beira de estrada e pedir camarão. A última vez que Mariúúúú comeu camarão foi, foi... Na verdade essa é a primeira vez que ela comecamarão. Mais tarde Janderson vai acordar com a maior dor de barriga porque o camarão estava estragado, mas vai se recusar a passar mal, afinal, aquele danado do crustáceo custou mais de 20 reais ao casal. E eu odeio a Mariúsca, com toda a força do meu ser. Odeio sua voz de sonsa e seu sotaque entre o analfabeto e o mongolóide. Odeio que ela rebole sua bunda gigantesca como se uma bunda valesse qualquer diploma, livro, filme, viagem ou bom papo. Ela só tem aquela bunda e um pouco de talento para tirar cutículas. Mas o que eu mais odeio nessa vaca da Mariúsca é que ela tem a única coisa que eu quis ter a minha vida inteira e jamais consegui: ela é ininterruptamente feliz.
Janderson é baixinho, pobre, emberebado, burro. E fede. Mas ela o ama simplesmente porque resolveu que ama e nunca entrou em crise pra saber se ele é ou não bom o suficiente pra ela. Poxa, se ele a leva noCristo e compra camarão deve ser o homem da sua vida. Seu emprego no salão de beleza de quinta categoria fica a três horas e meia da sua casa e paga 345 reais por mês. Mas a desgraçada faz todo o trajeto, ida e volta, na chuva ou no sol, andando ou parada, sorrindo.
Ela nunca conheceu seu pai, nem sabe quem é. Nem por isso faz de sua vida um drama. Aliás, ela odeia filme de drama. Aliás, ela odeia filme porque dá sono. Odeia ler também. O que ela gosta mesmo é de ver os programas dominicais com bandas de pagode. Ela não sofre porque não dá para ir a Paris todo mês ou porque o novo filme do Lars Von Trier tinha esgotado logo quando chegou sua vez. Aliás, ela nem sabe direito onde fica Paris e se você falar “Lars Von Trier” para ela, vai ouvir um “vai você, sua besta”.
QUEM É VEROTINA?Mariúsca não sabe o que é Verotina. O remédio que o psiquiatra me passou pra ver se eu volto a ver um pouco de graça na vida. Verotina pra ela deve ser a nova manicure. Ou porque o nome é um pouco mais chiqueque Mariúsca, a nova cabeleireira. “Verotina, me corta um pouco as pontas.” Mas, se eu explicar pra ela que na verdade é “verotina, não me deixe cortar os pulsos”, ela não vai entender nada. Certamente ela me diria:“Mas com uma vida tão linda, cheia de Jandersons, colegas da condução, blondor, camarões, bandas de pagode e cristos cabeçudos de Serra Negra, como é que um ser humano vai querer morrer?”.
Mariúsca não sabe que mesmo eu fazendo musculação três vezes por semana, corrida duas e drenagem uma, ainda acho que deveria ter uma lei que me proibisse de andar sem canga pelas areias de Maresias. Ela também não sabe o desespero que é você ler, ler e ler, e continuar sabendo que não leu nem um quinto do que deveria ter lido pra ser alguém minimamente culto. Ela não sabe a agonia que é estar parado no trânsito da Rebouças com tantas praias lindas no Brasil e tantos cafés perfeitos na Europa. Ela não sabe como é terrível esperar que apareça alguém pra me fazer feliz se eu mesma sou incapaz disso.
Ai, Mariúsca! Você me arrancou um bife! E ela se mata de rir da minha desgraça.
PORQUE SER FELIZ É UMA DAS PIORES OFENSAS DO MUNDO
Por Tatiane Bernardi
Mariúsca Cristina tem bigode. Que ela tinge com blondor vagabundo efica parecendo um gato de rua. Ela tem uma pancinha nojenta cheia de pêlos que ela também tinge com o mesmo blondor vagabundo. Sempre que pode, ela valoriza sua pancinha com alguma miniblusa de tecido vagabundo com brilhos e calça justérrima com barras de lantejoula.
Mariúsca Cristina, ou Mariúúúú para os colegas (pobre nunca fala que tem amigo, só tem colega), tem um sonho: conhecer o Cristo Redentor. E, nesse final de semana, Janderson, seu namorado que trabalha no ramo alimentício (ele limpa o banheiro de um restaurante), planejou pedi-la emcasamento justamente no Cristo. Só que vai ser naquele cabeçudo de Serra Negra mesmo. Que é o que dá pra fazer. Mariúsca vai aceitar, feliz da vida, e, para comemorar, o casal vai dormir em um hotel beira de estrada e pedir camarão. A última vez que Mariúúúú comeu camarão foi, foi... Na verdade essa é a primeira vez que ela comecamarão. Mais tarde Janderson vai acordar com a maior dor de barriga porque o camarão estava estragado, mas vai se recusar a passar mal, afinal, aquele danado do crustáceo custou mais de 20 reais ao casal. E eu odeio a Mariúsca, com toda a força do meu ser. Odeio sua voz de sonsa e seu sotaque entre o analfabeto e o mongolóide. Odeio que ela rebole sua bunda gigantesca como se uma bunda valesse qualquer diploma, livro, filme, viagem ou bom papo. Ela só tem aquela bunda e um pouco de talento para tirar cutículas. Mas o que eu mais odeio nessa vaca da Mariúsca é que ela tem a única coisa que eu quis ter a minha vida inteira e jamais consegui: ela é ininterruptamente feliz.
Janderson é baixinho, pobre, emberebado, burro. E fede. Mas ela o ama simplesmente porque resolveu que ama e nunca entrou em crise pra saber se ele é ou não bom o suficiente pra ela. Poxa, se ele a leva noCristo e compra camarão deve ser o homem da sua vida. Seu emprego no salão de beleza de quinta categoria fica a três horas e meia da sua casa e paga 345 reais por mês. Mas a desgraçada faz todo o trajeto, ida e volta, na chuva ou no sol, andando ou parada, sorrindo.
Ela nunca conheceu seu pai, nem sabe quem é. Nem por isso faz de sua vida um drama. Aliás, ela odeia filme de drama. Aliás, ela odeia filme porque dá sono. Odeia ler também. O que ela gosta mesmo é de ver os programas dominicais com bandas de pagode. Ela não sofre porque não dá para ir a Paris todo mês ou porque o novo filme do Lars Von Trier tinha esgotado logo quando chegou sua vez. Aliás, ela nem sabe direito onde fica Paris e se você falar “Lars Von Trier” para ela, vai ouvir um “vai você, sua besta”.
QUEM É VEROTINA?Mariúsca não sabe o que é Verotina. O remédio que o psiquiatra me passou pra ver se eu volto a ver um pouco de graça na vida. Verotina pra ela deve ser a nova manicure. Ou porque o nome é um pouco mais chiqueque Mariúsca, a nova cabeleireira. “Verotina, me corta um pouco as pontas.” Mas, se eu explicar pra ela que na verdade é “verotina, não me deixe cortar os pulsos”, ela não vai entender nada. Certamente ela me diria:“Mas com uma vida tão linda, cheia de Jandersons, colegas da condução, blondor, camarões, bandas de pagode e cristos cabeçudos de Serra Negra, como é que um ser humano vai querer morrer?”.
Mariúsca não sabe que mesmo eu fazendo musculação três vezes por semana, corrida duas e drenagem uma, ainda acho que deveria ter uma lei que me proibisse de andar sem canga pelas areias de Maresias. Ela também não sabe o desespero que é você ler, ler e ler, e continuar sabendo que não leu nem um quinto do que deveria ter lido pra ser alguém minimamente culto. Ela não sabe a agonia que é estar parado no trânsito da Rebouças com tantas praias lindas no Brasil e tantos cafés perfeitos na Europa. Ela não sabe como é terrível esperar que apareça alguém pra me fazer feliz se eu mesma sou incapaz disso.
Ai, Mariúsca! Você me arrancou um bife! E ela se mata de rir da minha desgraça.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
A Fila anda...
Hoje recebi esse texto da minha amiga Silvia... achei o máximo...
Resolvi publicar aqui... Boa leitura...
A fila anda
Hoje acordei pensando que eu poderia ter a capacidade da Martha Medeiros ou do Arnaldo Jabor para escrever exatamente o que sinto sobre esta frase tão falada no momento: “ A fila anda”.
Fico imaginando como o ser humano é depreciado ao usarmos esta frase. Como se fizéssemos parte de uma fila de robôs em experiência. Testa-se um a um e a fila anda. Não há sentimentos, nem memória, nem família, nem amor.
Apenas uma fila que anda.
Devo penitenciar-me pois, até eu usei a frase tantas vezes sem me dar conta do que poderia estar significando. Faço parte da comunidade orkutiana: “ A fila não anda, voa”
Alguém se lembra desde quando começamos a usar esta expressão ou quando ela surgiu?
Sou madura, meio século. Minha lembrança é de que, quando jovem,os relacionamentos eram mais sérios. As pessoas se envolviam mais. Os homens não fugiam do namoro.Muito menos as mulheres. Casar era obrigatório para termos vida sexual.
Não que eu cultive a virgindade pré-nupcial. Claro que não! Mas, também não aceito a banalização do sexo! O encontro entre dois seres desta maneira tão profunda com certeza não é assim tão insignificante que não mereça maiores cuidados do que o uso do preservativo!
Sou de uma geração de transição entre a virgindade obrigatória e a crescente liberdade sem limites. Pelo menos ainda tenho boas lembranças. Havia romantismo. Havia Ray Conniff, Elvis Presley, Frank Sinatra e todos os ídolos da música italiana que faziam nossos bailes serem inesquecíveis. Os meninos tinham que ter a coragem para nos convidar para dançar e levar um não. As meninas corriam o risco de tomarem o famoso chá de cadeira. Éramos valentes.
Arriscávamos.Olho no olho, rostos colados.Mãos dadas, passeio pela praça ou pela orla da praia. Andar de mãos dadas era muito especial.
As coisas aconteciam de uma maneira singela.
Os homens que pediam seu telefone, realmente telefonavam. Os que pegavam na sua mão estavam realmente interessados em estar com você. Não havia o temor do compromisso. As pessoas queriam mesmo era namorar.Moças que não arranjavam namorados depois dos 20 anos já eram consideradas estranhas e com certeza iriam “ficar para tia” como se dizia na época.
Apesar da ditadura, ou até por causa dela, conservávamos certa pureza de sentimentos.A mulher era feminina.Usávamos mais saias.Os homens eram cavalheiros, aprendiam a dançar, abrir a porta do carro e a puxar a cadeira para a sua companheira se sentar.
Fico imaginando que naquela época a fila não andava. Nunca! Esperávamos namorar e casar e ter filhos.Nada de filas.Talvez os homens cultivassem algum hábito de pular a cerca , como era o termo da época, a maioria ainda idolatrando o lar e imaginando que com a esposa não teria a liberdade sexual que encontrava nos bordéis.
Isto parece muito antigo? Pois foi outro dia!
Não sei onde estive, como foi que eu não percebi a terrível mudança dos tempos e dos relacionamentos.
Ainda quero um homem que não tenha medo de ouvir um não!
Ainda preciso de alguém que goste de caminhar na praia de mãos dadas, que, se pedir meu telefone é porque vai ligar.
Se sair comigo mais do que uma ou duas ou três vezes, esteja disposto a assumir que queira namorar antes de fazer sexo. Quero alguém que, se for só fazer sexo, não tenha medo de se envolver. Qual é o medo? Sofrer? Ser depreciado? Comparado com o anterior (da tal fila que andou) ou com o próximo da fila? E as mulheres? Porque não conseguem mais esperar o tempo certo de fazer sexo? Será mesmo que precisamos testar todos? E a fila anda??
Não há mais namoro! Ou você fica ou você está enrolado.
Aliás, há namoro, mas são poucos. Hoje, o que se vê mais são os que ficam, aqui e ali, sem compromisso. Eu não posso entender este medo descomunal que os homens têm desta palavra. Ninguém obriga ninguém a ficar com quem não queira. Os casamentos se dissolvem mais a cada dia e os homens continuam com medo?? De que? De sofrer? De chorar? De amar? Qual é o problema?
Dizem que as mulheres independentes assustam os homens. Será? Medo de competição salarial? Medo do desempenho sexual? Medo de se tornar submisso? Medo exatamente do que?
Se não nos envolvermos, se não nos entregarmos, com certeza evitaremos o sofrimento, mas também fugiremos da oportunidade de voltar a amar. Estaremos colaborando para que a fila ande, banalizando de forma inevitável o outro, que é um ser humano como nós, com sentimentos, dúvidas, experiências amargas na bagagem, mas com capacidade infinita de amar, inerente a todos nós.
Não deixe a fila andar. Pare e se entregue. Seja responsável pelo que você cativa como nos disse sabiamente Antoine de Saint-Exupéry, em “O Pequeno Príncipe”.
Edna Sbrissa
Resolvi publicar aqui... Boa leitura...
A fila anda
Hoje acordei pensando que eu poderia ter a capacidade da Martha Medeiros ou do Arnaldo Jabor para escrever exatamente o que sinto sobre esta frase tão falada no momento: “ A fila anda”.
Fico imaginando como o ser humano é depreciado ao usarmos esta frase. Como se fizéssemos parte de uma fila de robôs em experiência. Testa-se um a um e a fila anda. Não há sentimentos, nem memória, nem família, nem amor.
Apenas uma fila que anda.
Devo penitenciar-me pois, até eu usei a frase tantas vezes sem me dar conta do que poderia estar significando. Faço parte da comunidade orkutiana: “ A fila não anda, voa”
Alguém se lembra desde quando começamos a usar esta expressão ou quando ela surgiu?
Sou madura, meio século. Minha lembrança é de que, quando jovem,os relacionamentos eram mais sérios. As pessoas se envolviam mais. Os homens não fugiam do namoro.Muito menos as mulheres. Casar era obrigatório para termos vida sexual.
Não que eu cultive a virgindade pré-nupcial. Claro que não! Mas, também não aceito a banalização do sexo! O encontro entre dois seres desta maneira tão profunda com certeza não é assim tão insignificante que não mereça maiores cuidados do que o uso do preservativo!
Sou de uma geração de transição entre a virgindade obrigatória e a crescente liberdade sem limites. Pelo menos ainda tenho boas lembranças. Havia romantismo. Havia Ray Conniff, Elvis Presley, Frank Sinatra e todos os ídolos da música italiana que faziam nossos bailes serem inesquecíveis. Os meninos tinham que ter a coragem para nos convidar para dançar e levar um não. As meninas corriam o risco de tomarem o famoso chá de cadeira. Éramos valentes.
Arriscávamos.Olho no olho, rostos colados.Mãos dadas, passeio pela praça ou pela orla da praia. Andar de mãos dadas era muito especial.
As coisas aconteciam de uma maneira singela.
Os homens que pediam seu telefone, realmente telefonavam. Os que pegavam na sua mão estavam realmente interessados em estar com você. Não havia o temor do compromisso. As pessoas queriam mesmo era namorar.Moças que não arranjavam namorados depois dos 20 anos já eram consideradas estranhas e com certeza iriam “ficar para tia” como se dizia na época.
Apesar da ditadura, ou até por causa dela, conservávamos certa pureza de sentimentos.A mulher era feminina.Usávamos mais saias.Os homens eram cavalheiros, aprendiam a dançar, abrir a porta do carro e a puxar a cadeira para a sua companheira se sentar.
Fico imaginando que naquela época a fila não andava. Nunca! Esperávamos namorar e casar e ter filhos.Nada de filas.Talvez os homens cultivassem algum hábito de pular a cerca , como era o termo da época, a maioria ainda idolatrando o lar e imaginando que com a esposa não teria a liberdade sexual que encontrava nos bordéis.
Isto parece muito antigo? Pois foi outro dia!
Não sei onde estive, como foi que eu não percebi a terrível mudança dos tempos e dos relacionamentos.
Ainda quero um homem que não tenha medo de ouvir um não!
Ainda preciso de alguém que goste de caminhar na praia de mãos dadas, que, se pedir meu telefone é porque vai ligar.
Se sair comigo mais do que uma ou duas ou três vezes, esteja disposto a assumir que queira namorar antes de fazer sexo. Quero alguém que, se for só fazer sexo, não tenha medo de se envolver. Qual é o medo? Sofrer? Ser depreciado? Comparado com o anterior (da tal fila que andou) ou com o próximo da fila? E as mulheres? Porque não conseguem mais esperar o tempo certo de fazer sexo? Será mesmo que precisamos testar todos? E a fila anda??
Não há mais namoro! Ou você fica ou você está enrolado.
Aliás, há namoro, mas são poucos. Hoje, o que se vê mais são os que ficam, aqui e ali, sem compromisso. Eu não posso entender este medo descomunal que os homens têm desta palavra. Ninguém obriga ninguém a ficar com quem não queira. Os casamentos se dissolvem mais a cada dia e os homens continuam com medo?? De que? De sofrer? De chorar? De amar? Qual é o problema?
Dizem que as mulheres independentes assustam os homens. Será? Medo de competição salarial? Medo do desempenho sexual? Medo de se tornar submisso? Medo exatamente do que?
Se não nos envolvermos, se não nos entregarmos, com certeza evitaremos o sofrimento, mas também fugiremos da oportunidade de voltar a amar. Estaremos colaborando para que a fila ande, banalizando de forma inevitável o outro, que é um ser humano como nós, com sentimentos, dúvidas, experiências amargas na bagagem, mas com capacidade infinita de amar, inerente a todos nós.
Não deixe a fila andar. Pare e se entregue. Seja responsável pelo que você cativa como nos disse sabiamente Antoine de Saint-Exupéry, em “O Pequeno Príncipe”.
Edna Sbrissa
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