quarta-feira, 16 de julho de 2008

Sou brasileira e não desisto nunca!!!

Bom, depois de alguns dias de cansaço e baixo astral resolvi sacudir a poeira e dar a volta por cima, afinal vamos combinar que essa pose de coitadinha não combina com a minha pessoa...
Hoje de manhã ainda estava meio caidinha, mas li esse texto do Jabor e me senti viva de novo...
É isso aí no jogo do amor é assim, um dia vc ganha, no outro vc perde, mas o importante é nunca desistir... Afinal ainda quero ter uma família e ter boas histórias para contar para as minhas filhas e netas, logo...
E o meu príncipe pode estar aonde eu menos espero... só me esperando para me levar para o reino Tão, tão distante...
Beijos e força na peruca

PS: Vamos combinar que fico ainda mais bonita sorrindo...

Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem noódio vocês combinam. Então?Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem amenor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você amaeste cara?Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucurapor computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.Não funciona assim.Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor

terça-feira, 15 de julho de 2008

Cansada

Engraçado, hoje acordei extremamente cansada, cansada de amar e não ser correspondida, cansada de sempre gostar dos caras errados, cansada de insistir no mesmo erro o de gostar de um cara que nem sabe que eu existo e confesso que estava com o coração apertado e decidi deixar a vida me levar...Sem buscar, deixar o amor me achar... Já que sempre que eu tento encontrá-l0 sofro, quero que ele me encontre primeiro...

Li esse texto da Martha Medeiros e pensei: Quando será que o meu medo e esse cansaço vão passar?

bjs


O medo do Amor

Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.

domingo, 29 de junho de 2008

Decepção

Semana passada uma amiga se decepcionou demais com uma amiga, eu mesma acreditei que as pessoas podiam ser realmente boas e percebi que quando lhes é interessante elas são más e egoístas.

Decepção- 1 Ação de enganar. 2 Surpresa desagradável. 3 Desilusão.
Porque nos decepcionamos com uma pessoa, com um acontecimento, com uma situação, com a vida?

A decepção é um sentimento tão frustante, talvez seja das sensações que mais me entristeça, me chateia, me impede de continuar, me bloqueia.

Será que criamos expectativas altas demais? Ou será que as expectativas eram normais, próprias e adequadas, mas a decepção teimosamente nos bate à porta?

Será um problema de ansiedade, de querermos tanto que algo se realize e aconteça.

Será que somos exigentes demais, e exigimos dos outros, coisas que nem nós próprios sabemos ou somos capazes de fazer?

Será que uns são mais acostumados as decepções que outros?

Será que uns, nem percebem a decepção não lhe dando a importância que outros lhe dão?
Será que as decepções só acontecem aos emotivos? Aos frágeis? Aos corajosos? Aos exagerados? Aos idiotas (Polianas)?
E acordar depois de uma decepção?
Acordar para a Vida, acordar para o Dia, pôr os pés fora da cama, levantar o corpo, calçar qualquer coisa para começar a pisar o chão, a terra, olharmo-nos no espelho, olhamos nossos olhos decepcionados….
E depois, muitas vezes voltar ao mesmo lugar, ver a mesma pessoa, ter de falar com essa pessoa, voltar e reencontar o mesmo ambiente, o mesmo cenário…..
Reagir…. Como se faz para REAGIR? Reagir é voltar a agir! Para voltar a agir, é preciso ter vontade de agir. E o mundo que nos rodeia, exigente, que não tolera a insatisfação, não tolera tristezas, que como uma criança mimada, nos quer sempre Lindos, Contentes, Sorridentes, Arrumados, Elegantes, Perfeitos, e todos nos pedem, “Vá reaga, faz qualquer coisa, tem que melhorar! E para piorar, dizem a frase: “Não sei, porque fica assim, não é motivo para isso!”. E nós, envolvidos num manto negro de tristeza, de amargos na boca, de nós no estomâgo, de dedos das mãos frios, ficamos perplexos ao olhar para aquelas pessoas que nos dizem: “Não é pra tanto!”. Não é pra tantooooooo???! Não percebem, que para nós É TUDO, É muita coisa sim!
Não percebem que a decepção nos faz querer que tudo tivesse sido diferente, que aquela ou aquele amigo não tivesse nos traído por um par de calças ou uma bunda gostosa.
Mas pra mim umas das piores decepções são as de amor, quando não somos correspondidos, sabe?
Quem lê este blog e me conhece sabe o quanto sofri quando minha paixão , obsessão, sei lá, pelo MR. X não foi correspondida, chorei, engordei rsss, me desesperei e me permiti passar por todas as etapas, eu sabia que ele não gostava de mim, não como eu queria e acho que isso é ainda pior, ter que admitir que ele não te quer... foi duro... foi triste... mas superei e estou aqui firme e forte e ainda acreditando que o amor pode dar certo...

Mas continuando, os decepcionados não choram por fora, choram por dentro! Choram, choram, choram, até ficar secos, como um solo seco, ressequido, morto…

Pra mim o ideal é enterrar uma decepção, como se fosse um corpo morto, enviuvar, chorar aquilo que nunca acontecerá, que nunca iremos possuir...é uma fase... que sempre passa... mas precisamos viver.
E quando finalmente passa precisamos destruir definitivamente antigos chavões como: “Homem é tudo igual, não leva mulher a sério”, “Meus namoros nunca dão certo”, “Eu não paro em nenhum emprego”, “O casamento é ilusão, na prática não funciona”... É preciso romper com a mentalidade negativista que a decepção provoca em nós.
Não temos o direito de desistir de amar pelo fato de termos vivido experiências difíceis. É preciso tentar de novo, acreditar, recomeçar! Com os amigos o mesmo... Mas com mais cautela eu diria...
Poderá ser melhor, pode sim, a cada dia que se inicia, Deus nos dá a oportunidade de reescrevermos nossa história, e com Ele, podemos dar cor e vida ao que antes era dor e ausência.
É preciso acreditar... sempre! Afinal estamos sempre em busca de nossos sonhos e não devemos deistir nunca.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Amores Silenciosos

Quando li o título deste texto do Contardo Calligaris, da Ilustrada, da Folha de SP, logo pensei: deve ser algo sobre amores platônicos...
E aí me deparo com a seguinte frase: A gente se declara apaixonado porque está apaixonado ou pelo prazer de apaixonar-se? Pensei, opa tá melhorando vou ler... e realmente o que ele fala me fez pensar? será? será que o amor deve ser silencioso mesmo? ou será que devemos fazer como a música do Roupa Nova "Eu te amo e vou gritar pro mundo inteiro , ouvir..." rsss (bregaaaa)
Quem me conhece sabe que sou bocuda e que sempre que conhecia alguém interessante, minha frase predileta era: Ai estou apaixonada!!! rssss Depois de algumas decepções venho me controlando e segurando a onda e agora digo "acho que estou me apaixonando, medooo"... Ou já passou... talvez de tanto me proteger, não consiga entrar de cabeça...
Um amiga que trabalha comigo me perguntou até quando vou ficar me protegendo? a resposta? não sei, talvez até que me sinta realmente segura...
Mas, vamos ao texto... reflitam é bem bacana... beijos

CONTARDO CALLIGARIS
Amores silenciosos

A gente se declara apaixonado porque está apaixonado ou pelo prazer de se apaixonar?
FAZER E RECEBER declarações de amor é quase sempre prazeroso. O mesmo vale, aliás, para todos os sentimentos: mesmo quando dizemos a alguém, olho no olho, "Eu te odeio", o medo da brutalidade de nossas palavras não exclui uma forma selvagem de prazer.De fato, há um prazer na própria intensidade dos sentimentos; por isso, desconfio um pouco das palavras com as quais os manifestamos. Tomando o exemplo do amor, nunca sei se a gente se declara apaixonado porque, de fato, ama ou, então, diz que está apaixonado pelo prazer de se apaixonar. Simplificando, há duas grandes categorias de expressões: constatativas e performativas. Se digo "Está chovendo", a frase pode ser verdadeira se estamos num dia de chuva ou falsa se faz sol; de qualquer forma, mentindo ou não, é uma frase que descreve, constata um fato que não depende dela. Se digo "Eu declaro a guerra", minha declaração será legítima se eu for imperador ou será um capricho da imaginação se eu for simples cidadão; de qualquer forma, capricho ou não, é uma frase que não constata, mas produz (ou quer produzir) um fato. Se eu tiver a autoridade necessária, a guerra estará declarada porque eu disse que declarei a guerra. Minha "performance" discursiva é o próprio acontecimento do qual se trata (a declaração de guerra). Pois bem, nunca sei se as declarações de amor são constatativas ("Digo que amo porque constato que amo") ou performativas ("Aca- bo amando à força de dizer que amo"). E isso se aplica à maioria dos sentimentos. Recentemente, uma jovem, por quem tenho estima e carinho, confiava-me sua dor pela separação que ela estava vivendo. Ao escutá-la, eu pensava que expressar seus sentimentos devia ser, para ela, um alívio, mas que, de uma certa forma, seria melhor se ela não falasse. Por quê? Justamente, era como se a falta do namorado (de quem ela tinha se separado por várias e boas razões), a sensação de perda etc. fossem intensificadas por suas palavras, e talvez mais que intensificadas: produzidas. É uma experiência comum: externamos nossos sentimentos para vivê-los mais intensamente -para encontrar as lágrimas que, sem isso, não jorrariam ou a alegria que talvez, sem isso, fosse menor. Nada contra: sou a favor da intensidade das experiências, mesmo das dolorosas. Mas há dois problemas. O primeiro é que o entusiasmo com o qual expressamos nossos sentimentos pode simplificá-los. Ao declarar meu amor, por exemplo, esqueço conflitos e nuances. No entusiasmo do "te amo", deixo de lado complementos incômodos ("Te amo, assim como amo outras e outros" ou "Te amo, aqui, agora, só sob este céu") e adversativas que atrapalhariam a declaração com o peso do passado ou a urgência de sonhos nos quais o amor que declaro não se enquadra. O segundo problema é que nossa verborragia amorosa atropela o outro. A complexidade de seus sentimentos se perde na simplificação dos nossos, e sua resposta ("Também te amo"), de repente, não vale mais nada ("Eu disse primeiro"). Por isso, no fundo, meu ideal de relação amorosa é silencioso, contido, pudico. Para contrabalançar os romances e filmes em que o amor triunfa ao ser dito e redito, como um performativo que inventa e força o sentimento, sugiro dois extraordinários romances breves, de Alessandro Baricco, o escritor italiano que estará na Festa Literária Internacional de Parati, na próxima semana: "Seda" e "Sem Sangue" (ambos Companhia das Letras). Nos dois, a intensidade do amor se impõe com uma extrema economia de palavras ("Sem Sangue") ou sem palavra nenhuma ("Seda"). Nos dois, o silêncio permite que o amor vingue -apesar de ele não poder ser dito ou talvez por isso mesmo. No caso de "Seda": te amo em silêncio porque te encontro ao limite extremo de uma viagem ao fim do mundo, indissociavelmente ligada a um outro, e nem sei falar tua língua. Você me ama em silêncio porque sou outro: uma aparição efêmera, uma ave migrante. No caso de "Sem Sangue": te amo, e não há como falar disso porque te dei e te tirei a vida. E você me ama pelas mesmas razões pelas quais poderia e deveria querer me matar (os leitores entenderão). Nos dois romances, a ausência da fala amorosa acaba sendo um presente que os amantes se fazem reciprocamente, uma forma extrema (e freqüentemente perdida) de respeito pela complexidade de nossos sentimentos e dos sentimentos do outro que amamos.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Eu sempre me considerei um pouco fria em relação à morte, nunca fui daquelas mais choronas em velórios e enterros, particularmente detesto os dois, uma coisa muito desesperadora, ver filhos inconformados com a morte dos pais, esposas desesperadas por perder o companheiro de tantos anos. Sempre fui da turma que fica no cantinho conversando sobre outras coisas.

Nos últimos anos algumas pessoas bem queridas se foram, algumas de forma mais rápida e inesperada e outras depois de muito sofrimento, finalmente descansaram.

Acho que uma das mortes mais estúpidas e que toda a família ficou muito chocada foi a do meu tio, irmão do meu pai que faleceu, de repente, morreu eletrocutado... Foi muito triste e desolador ver a esposa e os filhos desesperados.

Ontem outro tio muito querido nos deixou, tio Martinho, como todos os sobrinhos o chamavam, me lembro dele sempre muito alegre e divertido, quando passávamos férias de final do ano na casa dele, ele sempre fazia questão de nos levar à praia, á sorveterias e na casa de parentes que como quase nunca víamos era sempre um passeio muito divertido.

Me lembro de quando moramos por um período curto na casa dele eu minha mãe e minha irmã, foi no início de quando mudamos para São Luís e meu pai ficou em Sp por um tempo até arrumar tudo aqui, durante esse período ele foi nosso “tio e pai”, estava sempre rindo e fazendo piada de alguma coisa.

Há uns 8 anos mais ou menos ele adoeceu, teve um derrame e ficou muito abalado física e emocionalmente falando e nos últimos meses estava praticamente vegetando, vivendo, ou melhor sobrevivendo.

Estranho, mas não tenho lembranças dele doente, nesses anos em que ele esteve doente eu o vi poucas vezes, mas nem parecia à mesma pessoa, talvez por isso eu tenha bloqueado essa imagem e tenha guardado a imagem dele sadio.

Ontem ele descansou e espero sinceramente que Deus o tenha acolhido e tenha perdoado todos os seus pecados e que agora ele esteja muito bem e sem nenhuma dor ou arrependimento.

Eu hoje falei com a filha dele e apesar de saber que ele descansou, ela me disse uma frase que fiquei pensando: “Agora é pra valer!! eu não tenho mais pai”, nossa isso me fez pensar no quanto a vida é frágil e como deve ser difícil perder o pai, meu Deus, me senti tão culpada por hoje ter sido malcriada com o meu, mesmo porque ele é o melhor pai do mundo inteiro e está sempre me ajudando em tudo que eu preciso... E fiquei pensando como o ser humano é burro, só damos valor nas coisas depois que perdemos...

Quero me redimir a partir de hoje e valorizar muito mais tudo o que tenho e todas as pessoas que amo.
Eu sempre me considerei um pouco fria em relação à morte, nunca fui daquelas mais choronas em velórios e enterros, particularmente detesto os dois, uma coisa muito desesperadora, ver filhos inconformados com a morte dos pais, esposas desesperadas por perder o companheiro de tantos anos. Sempre fui da turma que fica no cantinho conversando sobre outras coisas.

Nos últimos anos algumas pessoas bem queridas se foram, algumas de forma mais rápida e inesperada e outras depois de muito sofrimento, finalmente descansaram.

Acho que uma das mortes mais estúpidas e que toda a família ficou muito chocada foi a do meu tio, irmão do meu pai que faleceu, de repente, morreu eletrocutado... Foi muito triste e desolador ver a esposa e os filhos desesperados.

Ontem outro tio muito querido nos deixou, tio Martinho, como todos os sobrinhos o chamavam, me lembro dele sempre muito alegre e divertido, quando passávamos férias de final do ano na casa dele, ele sempre fazia questão de nos levar à praia, á sorveterias e na casa de parentes que como quase nunca víamos era sempre um passeio muito divertido.

Me lembro de quando moramos por um período curto na casa dele eu minha mãe e minha irmã, foi no início de quando mudamos para São Luís e meu pai ficou em Sp por um tempo até arrumar tudo aqui, durante esse período ele foi nosso “tio e pai”, estava sempre rindo e fazendo piada de alguma coisa.

Há uns 8 anos mais ou menos ele adoeceu, teve um derrame e ficou muito abalado física e emocionalmente falando e nos últimos meses estava praticamente vegetando, vivendo, ou melhor sobrevivendo.

Estranho, mas não tenho lembranças dele doente, nesses anos em que ele esteve doente eu o vi poucas vezes, mas nem parecia à mesma pessoa, talvez por isso eu tenha bloqueado essa imagem e tenha guardado a imagem dele sadio.

Ontem ele descansou e espero sinceramente que Deus o tenha acolhido e tenha perdoado todos os seus pecados e que agora ele esteja muito bem e sem nenhuma dor ou arrependimento.

Eu hoje falei com a filha dele e apesar de saber que ele descansou, ela me disse uma frase que fiquei pensando: “Agora é pra valer!! eu não tenho mais pai”, nossa isso me fez pensar no quanto a vida é frágil e como deve ser difícil perder o pai, meu Deus, me senti tão culpada por hoje ter sido malcriada com o meu, mesmo porque ele é o melhor pai do mundo inteiro e está sempre me ajudando em tudo que eu preciso... E fiquei pensando como o ser humano é burro, só damos valor nas coisas depois que perdemos...

Quero me redimir a partir de hoje e valorizar muito mais tudo o que tenho e todas as pessoas que amo.
Eu sempre me considerei um pouco fria em relação à morte, nunca fui daquelas mais choronas em velórios e enterros, particularmente detesto os dois, uma coisa muito desesperadora, ver filhos inconformados com a morte dos pais, esposas desesperadas por perder o companheiro de tantos anos. Sempre fui da turma que fica no cantinho conversando sobre outras coisas.

Nos últimos anos algumas pessoas bem queridas se foram, algumas de forma mais rápida e inesperada e outras depois de muito sofrimento, finalmente descansaram.

Acho que uma das mortes mais estúpidas e que toda a família ficou muito chocada foi a do meu tio, irmão do meu pai que faleceu, de repente, morreu eletrocutado... Foi muito triste e desolador ver a esposa e os filhos desesperados.

Ontem outro tio muito querido nos deixou, tio Martinho, como todos os sobrinhos o chamavam, me lembro dele sempre muito alegre e divertido, quando passávamos férias de final do ano na casa dele, ele sempre fazia questão de nos levar à praia, á sorveterias e na casa de parentes que como quase nunca víamos era sempre um passeio muito divertido.

Me lembro de quando moramos por um período curto na casa dele eu minha mãe e minha irmã, foi no início de quando mudamos para São Luís e meu pai ficou em Sp por um tempo até arrumar tudo aqui, durante esse período ele foi nosso “tio e pai”, estava sempre rindo e fazendo piada de alguma coisa.

Há uns 8 anos mais ou menos ele adoeceu, teve um derrame e ficou muito abalado física e emocionalmente falando e nos últimos meses estava praticamente vegetando, vivendo, ou melhor sobrevivendo.

Estranho, mas não tenho lembranças dele doente, nesses anos em que ele esteve doente eu o vi poucas vezes, mas nem parecia à mesma pessoa, talvez por isso eu tenha bloqueado essa imagem e tenha guardado a imagem dele sadio.

Ontem ele descansou e espero sinceramente que Deus o tenha acolhido e tenha perdoado todos os seus pecados e que agora ele esteja muito bem e sem nenhuma dor ou arrependimento.

Eu hoje falei com a filha dele e apesar de saber que ele descansou, ela me disse uma frase que fiquei pensando: “Agora é pra valer!! eu não tenho mais pai”, nossa isso me fez pensar no quanto a vida é frágil e como deve ser difícil perder o pai, meu Deus, me senti tão culpada por hoje ter sido malcriada com o meu, mesmo porque ele é o melhor pai do mundo inteiro e está sempre me ajudando em tudo que eu preciso... E fiquei pensando como o ser humano é burro, só damos valor nas coisas depois que perdemos...

Quero me redimir a partir de hoje e valorizar muito mais tudo o que tenho e todas as pessoas que amo.